domingo, 28 de fevereiro de 2010
Concurso de Minicontos
Mulheres Emergenpes Edições Alternativas
R.José Viola,88-CEP 30411-370
Belo Horizonte -MG- Brasil
Telefax 31- 3332 21 11
5concursome@gmail.com
mulheresemergentes.blogspot.com
5º. Concurso Internacional de Minicontos Mulheres Emergenpes
O 5o. Concurso Internacional de Minicontos ME comemora o vigésimo ano (2009) de existência do mural poético Mulheres Emergenpes, o sensual em cartaz. Idealizado pela escritora Tânia Diniz, e agora editado por ela e a escritora Ana Carol Diniz, em Belo Horizonte - MG - Brasil, é uma publicação trimestral, em formato de poster, que enfatiza o feminino e o sensual nas artes. Circula no país e exterior.
Regulamento:
Para homens e mulheres
1. Trabalhos inéditos recebidos em português ou espanhol.
2. a. Máximo de 03 minicontos inéditos, com máximo de uma lauda (26/28 linhas), digitados ou datilografados em papel ofício, espaço dois, em 01 (uma) via, sob pseudônimo, além de enviados para o email: 5concursoME@gmail.com
b.Dados pessoais (nome, endereço, e.mail, telefax, profissão, RG, pequena biografia, etc) em envelope lacrado, externo, apenas pseudônimo e nome da obra, e em outro e.mail em anexo.
3. Tema livre.
4. Inscrições abertas de 11 de janeiro a 31 de março de 2010, valendo a data do carimbo postal. Encaminhar para a redação do ME junto com a taxa de inscrição de R$20,00 ou US$10, ou Euros, para estrangeiros.
Aceita-se mais de uma obra inscrita por autor desde que sob pseudônimo e taxa diferentes (do mesmo valor).Ou depositados na conta no. 39522-6/banco do brasil/ agencia 3032-5, desde que enviada cópia do comprovante do banco..
Redação: R. José Viola, 88 CEP 30411-370 Belo Horizonte- MG -Brasil -Telefax (31) 3332 21 11
5. A premiação constará de três (3) primeiros lugares, que receberão troféu e livros, além da exemplares da publicação em Edição Especial do mural ME com os dez finalistas classificados.
6. A Comissão Julgadora será composta de 3 a 5 membros altamente qualificados e suas decisões são definitivas e irrecorríveis.
7. Os originais não serão devolvidos. A inscrição vale pela aceitação de todos os itens deste regulamento e cessão de direitos para eventual publicação.
8. O resultado será anunciado em junho/10, pela imprensa e em e-mails e cartas aos participantes. A data e local de entrega dos prêmios serão determinados na ocasião.
5º. Concurso Internacional de Minicontos Mulheres Emergenpes
Para hombres y mujeres
El 5o. Concurso Internacional de Minicontos ME conmemora el vigésimo aniversario (2009) de existencia del mural poético Mulheres Emergenpes, o sensual em cartaz. (Mujeres Emergenpes, lo sensual en cartel ).
Idealizado por la escritora Tânia Diniz y, actualmente, editado por ella y la escritora Ana Carol Diniz, en la ciudad de Belo Horizonte, en el estado de Minas Gerais, Brasil, es una publicación trimestral con formato tipo póster, que enfatiza lo femenino y lo sensual en las artes. Se halla en circulación dentro y fuera del país.
Reglamento:
Para hombres y mujeres
1. Trabajos inéditos recibidos en portugués o en español.
2. a. La cantidad máxima de 03 minicuentos, de al máximo una lauda, tecleados o mecanografiados en hojas de tamaño oficio, interlineado doble, una (01) copia en total y firmados con seudónimo, además de enviados al e.mail: 5concursoME@gmail.com
b. Los datos personales (nombre, dirección, e-mail, telefax, profesión, número de la identidad, pequeña biografia, etc) se presentarán bajo sobre lacrado, y en su cara externa apenas el seudónimo y el título de la obra y en otro e-mail, en anexo.
3. Tema libre.
4. Las inscripciones están abiertas a partir del día 11 de enero hasta el 31 de marzo de 2010, valiendo la fecha del sello postal. Los materiales se remitirán a la redacción del ME acompañados de R$20,00 (Veinte Reales), valor correspondiente a la tasa de inscripción, o US$10,00 para extranjeros, o Euros. Se acepta más de una obra por el mismo autor, siempre e cuando las presente con distintos seudónimos y tasa ( de mismo valor).
Se podrá depositarlo en Banco de Brasil, agencia 3032-5, cuenta no. 39522-6 y enviar copia del ticket, con el número, del Banco.
Dirección de la Redacción:
R. José Viola , 88 - C.P. 30411-370 - Belo Horizonte - MG - Brasil
Tel.: (031) 3332 21 11.
5. El premio consistirá en tres (3) primeros clasificados que reciben trofeo y libros, junto a exemplares de la publicación de la Edición Especial del Certamen del ME con los diez clasificados finales.
6. La comisión que integrará el Jurado estará compuesta por 3 a 5 miembros altamente calificados y sus decisiones serán definitivas e irrevocables.
7. Los trabajos originales no serán devueltos. La inscripción vale a partir de la plena aceptación de todos los integrantes del presente reglamento y la cesión de los derechos para una eventual publicación.
8. El resultado será anunciado en el mes de junio/10, en la prensa y vía e.mails y cartas dirigidas a los participantes.
La fecha y el local de entrega de los premios serán determinados en la ocasión.
__._,_.___
R.José Viola,88-CEP 30411-370
Belo Horizonte -MG- Brasil
Telefax 31- 3332 21 11
5concursome@gmail.com
mulheresemergentes.blogspot.com
5º. Concurso Internacional de Minicontos Mulheres Emergenpes
O 5o. Concurso Internacional de Minicontos ME comemora o vigésimo ano (2009) de existência do mural poético Mulheres Emergenpes, o sensual em cartaz. Idealizado pela escritora Tânia Diniz, e agora editado por ela e a escritora Ana Carol Diniz, em Belo Horizonte - MG - Brasil, é uma publicação trimestral, em formato de poster, que enfatiza o feminino e o sensual nas artes. Circula no país e exterior.
Regulamento:
Para homens e mulheres
1. Trabalhos inéditos recebidos em português ou espanhol.
2. a. Máximo de 03 minicontos inéditos, com máximo de uma lauda (26/28 linhas), digitados ou datilografados em papel ofício, espaço dois, em 01 (uma) via, sob pseudônimo, além de enviados para o email: 5concursoME@gmail.com
b.Dados pessoais (nome, endereço, e.mail, telefax, profissão, RG, pequena biografia, etc) em envelope lacrado, externo, apenas pseudônimo e nome da obra, e em outro e.mail em anexo.
3. Tema livre.
4. Inscrições abertas de 11 de janeiro a 31 de março de 2010, valendo a data do carimbo postal. Encaminhar para a redação do ME junto com a taxa de inscrição de R$20,00 ou US$10, ou Euros, para estrangeiros.
Aceita-se mais de uma obra inscrita por autor desde que sob pseudônimo e taxa diferentes (do mesmo valor).Ou depositados na conta no. 39522-6/banco do brasil/ agencia 3032-5, desde que enviada cópia do comprovante do banco..
Redação: R. José Viola, 88 CEP 30411-370 Belo Horizonte- MG -Brasil -Telefax (31) 3332 21 11
5. A premiação constará de três (3) primeiros lugares, que receberão troféu e livros, além da exemplares da publicação em Edição Especial do mural ME com os dez finalistas classificados.
6. A Comissão Julgadora será composta de 3 a 5 membros altamente qualificados e suas decisões são definitivas e irrecorríveis.
7. Os originais não serão devolvidos. A inscrição vale pela aceitação de todos os itens deste regulamento e cessão de direitos para eventual publicação.
8. O resultado será anunciado em junho/10, pela imprensa e em e-mails e cartas aos participantes. A data e local de entrega dos prêmios serão determinados na ocasião.
5º. Concurso Internacional de Minicontos Mulheres Emergenpes
Para hombres y mujeres
El 5o. Concurso Internacional de Minicontos ME conmemora el vigésimo aniversario (2009) de existencia del mural poético Mulheres Emergenpes, o sensual em cartaz. (Mujeres Emergenpes, lo sensual en cartel ).
Idealizado por la escritora Tânia Diniz y, actualmente, editado por ella y la escritora Ana Carol Diniz, en la ciudad de Belo Horizonte, en el estado de Minas Gerais, Brasil, es una publicación trimestral con formato tipo póster, que enfatiza lo femenino y lo sensual en las artes. Se halla en circulación dentro y fuera del país.
Reglamento:
Para hombres y mujeres
1. Trabajos inéditos recibidos en portugués o en español.
2. a. La cantidad máxima de 03 minicuentos, de al máximo una lauda, tecleados o mecanografiados en hojas de tamaño oficio, interlineado doble, una (01) copia en total y firmados con seudónimo, además de enviados al e.mail: 5concursoME@gmail.com
b. Los datos personales (nombre, dirección, e-mail, telefax, profesión, número de la identidad, pequeña biografia, etc) se presentarán bajo sobre lacrado, y en su cara externa apenas el seudónimo y el título de la obra y en otro e-mail, en anexo.
3. Tema libre.
4. Las inscripciones están abiertas a partir del día 11 de enero hasta el 31 de marzo de 2010, valiendo la fecha del sello postal. Los materiales se remitirán a la redacción del ME acompañados de R$20,00 (Veinte Reales), valor correspondiente a la tasa de inscripción, o US$10,00 para extranjeros, o Euros. Se acepta más de una obra por el mismo autor, siempre e cuando las presente con distintos seudónimos y tasa ( de mismo valor).
Se podrá depositarlo en Banco de Brasil, agencia 3032-5, cuenta no. 39522-6 y enviar copia del ticket, con el número, del Banco.
Dirección de la Redacción:
R. José Viola , 88 - C.P. 30411-370 - Belo Horizonte - MG - Brasil
Tel.: (031) 3332 21 11.
5. El premio consistirá en tres (3) primeros clasificados que reciben trofeo y libros, junto a exemplares de la publicación de la Edición Especial del Certamen del ME con los diez clasificados finales.
6. La comisión que integrará el Jurado estará compuesta por 3 a 5 miembros altamente calificados y sus decisiones serán definitivas e irrevocables.
7. Los trabajos originales no serán devueltos. La inscripción vale a partir de la plena aceptación de todos los integrantes del presente reglamento y la cesión de los derechos para una eventual publicación.
8. El resultado será anunciado en el mes de junio/10, en la prensa y vía e.mails y cartas dirigidas a los participantes.
La fecha y el local de entrega de los premios serán determinados en la ocasión.
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sábado, 27 de fevereiro de 2010
Goiás terá encontro nacional de Poetas del Mundo
Confirmado: Goiás terá encontro nacional de Poetas del Mundo
A cidade sede poderá ser do interior do Estado, dependendo do apoio oferecido e das condições para o evento.
O I Encontro Nacional de Poetas del Mundo em Goiás será no período de 29 a 31 de outubro deste ano, com a presença do fundador do Movimento e Secretário Geral para o Mundo, o chilene Luiz Árias Manzo, e da embaixadora do Movimento no Brasil e Sub-secretária Geral para as Américas, Delasnienve Daspet. Delasnieve é também embaixadora da paz pelo Universal Peace Ambassador, em Genève, Suiça .
A informação é do Cônsul dos Poetas del Mundo para Goiás , José Faria Nunes, acrescentando que estarão presentes também cônsules dos Poetas del Mundo dos diversos Estado e cidades do Brasil e de outros integrantes do Movimento em Goiás e no restante do País, tendo alguns deles já confirmado antecipadamente a participação no evento.
Presenças confirmadas
Faria recebeu a confirmação da presença de Árias Manzo e Delasnieve Daspet dia 11 último, por e-mail da embaixadora do Movimento no Brasil, oportunidade em que foi comunicada também a aprovação da programação esboçada, dependendo ainda de alguns ajustes, inclusive do local sede do encontro.
Na eventualidade de nenhuma outra cidade se oferecer para sediar o evento ou não oferecer melhores condições, uma delas já está sugerida e conta com a aprovação preliminar dos dirigentes do Movimento: trata-se da cidade de Caçu, cujo preeito, André Vieira Guimarães, colocou a cidade à disposição dos dirigentes, antecipando algumas medidas de apoio.
O empenho do prefeito André em sediar o evento nacional de literatura marcou, inclusive, a mudança da programação das festividades do aniversário de fundação da cidade, anteriormente realizada na semana que antecede o dia do aniversário. Para conciliar com a programação do encontro dos escritores e poetas, a programação terá início com o desfile cívico-estudantil no dia 20 de outubro, o dia do aniversário, prosseguindo durante a semana e concluindo com a realização do encontro, caso se confirme Caçu como sede do evento nacional.
A cidade sede poderá ser do interior do Estado, dependendo do apoio oferecido e das condições para o evento.
O I Encontro Nacional de Poetas del Mundo em Goiás será no período de 29 a 31 de outubro deste ano, com a presença do fundador do Movimento e Secretário Geral para o Mundo, o chilene Luiz Árias Manzo, e da embaixadora do Movimento no Brasil e Sub-secretária Geral para as Américas, Delasnienve Daspet. Delasnieve é também embaixadora da paz pelo Universal Peace Ambassador, em Genève, Suiça .
A informação é do Cônsul dos Poetas del Mundo para Goiás , José Faria Nunes, acrescentando que estarão presentes também cônsules dos Poetas del Mundo dos diversos Estado e cidades do Brasil e de outros integrantes do Movimento em Goiás e no restante do País, tendo alguns deles já confirmado antecipadamente a participação no evento.
Presenças confirmadas
Faria recebeu a confirmação da presença de Árias Manzo e Delasnieve Daspet dia 11 último, por e-mail da embaixadora do Movimento no Brasil, oportunidade em que foi comunicada também a aprovação da programação esboçada, dependendo ainda de alguns ajustes, inclusive do local sede do encontro.
Na eventualidade de nenhuma outra cidade se oferecer para sediar o evento ou não oferecer melhores condições, uma delas já está sugerida e conta com a aprovação preliminar dos dirigentes do Movimento: trata-se da cidade de Caçu, cujo preeito, André Vieira Guimarães, colocou a cidade à disposição dos dirigentes, antecipando algumas medidas de apoio.
O empenho do prefeito André em sediar o evento nacional de literatura marcou, inclusive, a mudança da programação das festividades do aniversário de fundação da cidade, anteriormente realizada na semana que antecede o dia do aniversário. Para conciliar com a programação do encontro dos escritores e poetas, a programação terá início com o desfile cívico-estudantil no dia 20 de outubro, o dia do aniversário, prosseguindo durante a semana e concluindo com a realização do encontro, caso se confirme Caçu como sede do evento nacional.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
MANIFESTO
MANIFESTO 1º. ACAMPAMENTO DE POETAS DEL MUNDO “O GRITO DA TERRA -PRESERVAR PARA VIVER”
CAMPING DO CAFÉ DA BUGRA
CAMPO GRANDE, MS, BR.
Considerando a conquista milenar em que, há conhecimento de que os poetas são as molas propulsoras para eleger pensamentos mais realísticos diante da humanidade, manifestamos nesse 1º. Acampamento de Poetas Del Mundo na região rural de Campo Grande, MS, BR, a vontade de levar ao povo sul-mato-grossense, ao País e ao mundo a consciência global manifestada pela Paz, pelo Social e pelo Meio Ambiente.
Em obediência ao manifesto de nosso Secretário Geral Luiz Arias quando diz:
“Poeta do Mundo, una-se a essa batalha pela existência humana! Pela continuidade da vida!”, nossa colega poeta, cônsul do Em Torno Rural de Campo Grande, MS, Vanda Ferreira, com força e garra de mulher matuta consolidou esse 1º. Acampamento de Poetas Del Mundo – O grito da Terra - Preservar para Viver.
1. Diante dos cinco focos dos Poetas Del Mundo: O homem, o planeta, os direitos sociais, a solidariedade e a paz, reuniram-se poetas de cinco estados brasileiros, para seminário e debates nos dias 08, 09 e 10 de janeiro de 2010, compreendendo a unificação das raças que fazem parte de nosso país em primeira mão aos índios da região, os quais possuem uma cultura tão rica quanto às demais comunidades. Ficou proposto que se façam encontros nas aldeias em busca do índio poeta para integrar às fileiras dos Poetas Del Mundo.
2. Diante das atuais catástrofes ambientais manifestamos nossa solidariedade ao planeta estudando as espécies da flora e da fauna tão lindamente composta no Camping da Bugra. Ao tempo em se caminha para a tecnologia aplicada em todas as camadas da sociedade, nos propomos a ampliar o respeito, e a ternura para com a natureza, concordando que o belo é o simples e assim deve ser visto pela humanidade.
3. Ao seguirmos o item 3 do Manifesto dos Poetas Del Mundo “Ser poeta não significa escrever bonitas poesias, a poesia não é mero objeto de decoração. Temos que vive-la, temos que senti-la, temos que praticá-la.[...]”, apresentamos aos presentes o Seminário: Sinestesia e Literatura, no qual aprendemos a “sentir” a natureza, praticar o natural e escrever sobre o todo universal usando “todos” os sentidos, nos propondo a continuação desse exercício com estudos mais aprofundados e extensivos aos subsídios literários.
4. Declaramos e apoiamos encontros formando Roda de Prosa em todas as comunidades, em especial nas carentes do município levando as Leis Municipais, Estaduais e Federais à população, obtendo com isso uma maior integração moral e social na tentativa de uma compreensão maior daqueles que sofrem discriminação racial, ou de classe.
5. Aproveitando o item nº.9 do Manifesto Mundial dos Poetas Del Mundo onde declara que: “[...] nos declaramos pacifistas, mas não covardes, nem passivos. Antimilitaristas, mas de nenhuma maneira ingênuos, mesmo que sentimentalistas por natureza, porque na expressão artística, a tinta da escrita é o sangue de nossas almas [...]”, manifestamos e registramos a questão do lixo em nossas vidas e no planeta. O lixo deve ser observado como o entulho tanto físico quanto psíquico. A conscientização de onde colocar o nosso lixo se faz necessária e urgente. Dizemos “NÃO” à passividade.
6. Em palestra realizada pela poeta e cônsul Vanda Ferreira com o título: “Pé de Luxo” tomamos a consciência de que é urgente prepararmos facilitadores para a batalha diária contra os abusos e desmandos da modernidade do “tudo pode”.
7. Manifestamos, por fim, que estamos convictos sobre os nossos direitos e os nossos deveres enquanto cidadãos e cidadãs dispostos a desenvolver mediante à palavra falada, escrita, televisionada o manifesto proposto, bem assim como examinar e sugerir estratégias para que possamos integralizar nosso pensamento à toda humanidade.
8. Sugerimos o estabelecimento de ações reivindicatórias perante as autoridades locais, estaduais e federais para desempenho maior às entidades culturais que primem pela ordem, pela harmonia e pela paz, através de patrocínios, doações, investimentos fiscais, realização de projetos literários e sociais.
9. Apresentamos como guia o grito da Terra, a conscientização que devemos preservar para viver para podermos continuar com nossos propósitos de que o homem precisa respeitar o Planeta em que vive, para fazer uso de seus direitos sociais, entendo o bem que há na solidariedade em procura da Paz.
Delasnieve Daspet
Embaixadora para o Brasil de Poetas Del Mundo
Aida Domingos
Cônsul da Cidade de Campo Grande, MS
Vanda Ferreira – Realizadora do Evento
Cônsul do Em Torno Rural de Campo Grande,MS
Nena Sarti - Redatora
Cônsul da Região do Imbirussu, Campo Grande,MS
Poetas Del Mundo presentes e Convidados:
Delasnieve Daspet – Embaixadora para o Brasil e Sub-secretária para as Américas
Ainda Domingos – Cônsul da cidade de Campo Grande/MS
Vanda Ferreira – Cônsul do em torno rural de Campo Grande/ MS
Nena Sarti – Cônsul da região do Imbirussu, Campo Grande/MS
Sonia Medeiros Imamura – Cônsul da cidade de Búzios/RJ
Elaine Mello – Rio das Ostras/RJ
Nelson Viera – Campo Grande/MS
José Faria Nunes – Cônsul do Estado de Goiás
Zélia Balbina – Cônsul do Estado do Rio de Janeiro /RJ
Olga Fonseca – Cônsul de Londrina/PR
Reginaldo Sans – Campo Grande/MS
Sabrina Carvalho – São Paulo/SP
Diego Adrianne – Campo Grande/MS
Fernando Nogueira – Campo Grande/MS
Santo Sarti – Campo Grande/MS
CAMPING DO CAFÉ DA BUGRA
CAMPO GRANDE, MS, BR.
Considerando a conquista milenar em que, há conhecimento de que os poetas são as molas propulsoras para eleger pensamentos mais realísticos diante da humanidade, manifestamos nesse 1º. Acampamento de Poetas Del Mundo na região rural de Campo Grande, MS, BR, a vontade de levar ao povo sul-mato-grossense, ao País e ao mundo a consciência global manifestada pela Paz, pelo Social e pelo Meio Ambiente.
Em obediência ao manifesto de nosso Secretário Geral Luiz Arias quando diz:
“Poeta do Mundo, una-se a essa batalha pela existência humana! Pela continuidade da vida!”, nossa colega poeta, cônsul do Em Torno Rural de Campo Grande, MS, Vanda Ferreira, com força e garra de mulher matuta consolidou esse 1º. Acampamento de Poetas Del Mundo – O grito da Terra - Preservar para Viver.
1. Diante dos cinco focos dos Poetas Del Mundo: O homem, o planeta, os direitos sociais, a solidariedade e a paz, reuniram-se poetas de cinco estados brasileiros, para seminário e debates nos dias 08, 09 e 10 de janeiro de 2010, compreendendo a unificação das raças que fazem parte de nosso país em primeira mão aos índios da região, os quais possuem uma cultura tão rica quanto às demais comunidades. Ficou proposto que se façam encontros nas aldeias em busca do índio poeta para integrar às fileiras dos Poetas Del Mundo.
2. Diante das atuais catástrofes ambientais manifestamos nossa solidariedade ao planeta estudando as espécies da flora e da fauna tão lindamente composta no Camping da Bugra. Ao tempo em se caminha para a tecnologia aplicada em todas as camadas da sociedade, nos propomos a ampliar o respeito, e a ternura para com a natureza, concordando que o belo é o simples e assim deve ser visto pela humanidade.
3. Ao seguirmos o item 3 do Manifesto dos Poetas Del Mundo “Ser poeta não significa escrever bonitas poesias, a poesia não é mero objeto de decoração. Temos que vive-la, temos que senti-la, temos que praticá-la.[...]”, apresentamos aos presentes o Seminário: Sinestesia e Literatura, no qual aprendemos a “sentir” a natureza, praticar o natural e escrever sobre o todo universal usando “todos” os sentidos, nos propondo a continuação desse exercício com estudos mais aprofundados e extensivos aos subsídios literários.
4. Declaramos e apoiamos encontros formando Roda de Prosa em todas as comunidades, em especial nas carentes do município levando as Leis Municipais, Estaduais e Federais à população, obtendo com isso uma maior integração moral e social na tentativa de uma compreensão maior daqueles que sofrem discriminação racial, ou de classe.
5. Aproveitando o item nº.9 do Manifesto Mundial dos Poetas Del Mundo onde declara que: “[...] nos declaramos pacifistas, mas não covardes, nem passivos. Antimilitaristas, mas de nenhuma maneira ingênuos, mesmo que sentimentalistas por natureza, porque na expressão artística, a tinta da escrita é o sangue de nossas almas [...]”, manifestamos e registramos a questão do lixo em nossas vidas e no planeta. O lixo deve ser observado como o entulho tanto físico quanto psíquico. A conscientização de onde colocar o nosso lixo se faz necessária e urgente. Dizemos “NÃO” à passividade.
6. Em palestra realizada pela poeta e cônsul Vanda Ferreira com o título: “Pé de Luxo” tomamos a consciência de que é urgente prepararmos facilitadores para a batalha diária contra os abusos e desmandos da modernidade do “tudo pode”.
7. Manifestamos, por fim, que estamos convictos sobre os nossos direitos e os nossos deveres enquanto cidadãos e cidadãs dispostos a desenvolver mediante à palavra falada, escrita, televisionada o manifesto proposto, bem assim como examinar e sugerir estratégias para que possamos integralizar nosso pensamento à toda humanidade.
8. Sugerimos o estabelecimento de ações reivindicatórias perante as autoridades locais, estaduais e federais para desempenho maior às entidades culturais que primem pela ordem, pela harmonia e pela paz, através de patrocínios, doações, investimentos fiscais, realização de projetos literários e sociais.
9. Apresentamos como guia o grito da Terra, a conscientização que devemos preservar para viver para podermos continuar com nossos propósitos de que o homem precisa respeitar o Planeta em que vive, para fazer uso de seus direitos sociais, entendo o bem que há na solidariedade em procura da Paz.
Delasnieve Daspet
Embaixadora para o Brasil de Poetas Del Mundo
Aida Domingos
Cônsul da Cidade de Campo Grande, MS
Vanda Ferreira – Realizadora do Evento
Cônsul do Em Torno Rural de Campo Grande,MS
Nena Sarti - Redatora
Cônsul da Região do Imbirussu, Campo Grande,MS
Poetas Del Mundo presentes e Convidados:
Delasnieve Daspet – Embaixadora para o Brasil e Sub-secretária para as Américas
Ainda Domingos – Cônsul da cidade de Campo Grande/MS
Vanda Ferreira – Cônsul do em torno rural de Campo Grande/ MS
Nena Sarti – Cônsul da região do Imbirussu, Campo Grande/MS
Sonia Medeiros Imamura – Cônsul da cidade de Búzios/RJ
Elaine Mello – Rio das Ostras/RJ
Nelson Viera – Campo Grande/MS
José Faria Nunes – Cônsul do Estado de Goiás
Zélia Balbina – Cônsul do Estado do Rio de Janeiro /RJ
Olga Fonseca – Cônsul de Londrina/PR
Reginaldo Sans – Campo Grande/MS
Sabrina Carvalho – São Paulo/SP
Diego Adrianne – Campo Grande/MS
Fernando Nogueira – Campo Grande/MS
Santo Sarti – Campo Grande/MS
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O GRITO DA TERRA
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Ciclo diário - Vanda Ferreira
Dia nasce de parto celeste.
Útero rasgado por filetes solares;
Manhã tem lisa, fresca,
Fina pele de pitanga verde.
Até entardecer:
Intensa adolescência,
Vespertina faixa etária
Brinca de passarinho, macaco,
Desabrochares de pétalas,
Aberturas para exibir duendes.
O dia anoitece,
Então adulto,
Encerra-se em supremacia
Das serpentes tatuadas pelo vento
Nos troncos das árvores
Que alojam segredos da vida.
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
ACTIVIDADES De PPdM a TRAVÉS Del MUNDO en 2010
2º Encuentro Internacional de Poesía: 'Tras las Huellas de la Paz'
del 18 al 25 de Abril 2010
COLOMBIA - Departamento de Antioquia: Medellín, ciudad de poesía, arte y cultura abre las puertas de la ciudad para transformar la vida hacia visión de gratitud y celebración de la vida.
Poetas participantes: Bienvenidos a este a este espacio de intercambio y encuentro, a nuestro cielo, a nuestro hogar, a nuestra tierra, para avanzar juntos con voces de esperanza.
Organiza: Movimiento Poetas del Mundo: Luis Arias Manzo [Fundador Secretario General] Carlos Valle Sánchez [Cónsul Región Antioquia y Eje Cafetero] Tel 2549191 – 2841411 Cel 3007907326 y Angela Penagos Londoño [Cónsul Departamento de Antioquia], celular 3003169706
Luis Arias Manzo con los niños de Medellín en 2008
NOTICIAS: II Encuentro Internacional de Poetas del Mundo. Por Carlos Valle Sánchez*
COLOMBIA - Medellín: Nos preparamos y estamos listos para dar inicio a la segunda versión del encuentro de Poetas del mundo en el Departamento de Antioquia, les estamos esperando Señores Poetas con los brazos abiertos y esperando que este segundo encuentro supere las expectativas de vuestros corazones y lo vívido el año anterior, del cual nos queda la satisfacción del deber cumplido y un grupo de compañeros Poetas satisfechos. A cada una de las acciones le pusimos y el amor y el empeño; por ello en esta segunda versión le daremos con toda, para que continuemos con la llama de la poesía, de la hermandad y la lucha por nuestros principios de anteponerle la palabra a todo, de resolver los conflictos y de llevar la esperanza, de hacer un mundo mejor para quienes no lo pueden, a través de la palabra y del amor que pongamos en ellas.
1º CONGRESO DE PPdM De COLOMBIA: CRONOGRAMA Y PROGRAMACIÓN.
del 27 al 30 de abril 2010
COLOMBIA - Santader-Bucaramanga: El movimiento Poetas del Mundo, entidad no gubernamental que no está ligada a ningún gobierno o institución política, religiosa, ni de ningún tipo que en lo económico es totalmente independiente, no recibe ayuda alguna para funcionar, se autofinancia gracias al apoyo de algunos poetas que lo hacen de manera voluntaria, organiza su Primer Encuentro Internacional de Poesía en el Departamento de Santander, Colombia del 27 al 30 de abril 2010.
Santander es uno de los 32 departamentos de Colombia, situado en el nororiente del país en la región Andina, su capital es Bucaramanga. Limita al norte con los departamentos de Norte de Santander, Cesar y Bolívar, al occidente con Antioquia, al sur con Boyacá y al oriente con Boyacá y Norte de Santander.
El nombre oficial es Departamento de Santander y recibe su nombre en honor al héroe de la independencia de la Nueva Granada Francisco de Paula Santander.
Santander se ubica en el sector noroccidental de los Andes colombianos. Está conformado por 87 municipios los cuales se agrupan en seis provincias reorganizadas en ocho núcleos de desarrollo provincial denominados Área Metropolitana con su capital en Bucaramanga, Comunero con su capital en Socorro, García Rovira con su capital en Málaga, Guanentá con su capital en San Gil, Mares con su capital en Barrancabermeja, Soto Norte con su capital en Matanza y Vélez con su capital en Vélez.
PRIMER CONGRESO DE POETAS DEL MUNDO
CRONOGRAMA Y PROGRAMACIÓN
del 27 al 30 de Abril de 2010
Santander Colombia
PRIMER DIA EN BUCARAMANGA
del 18 al 25 de Abril 2010
COLOMBIA - Departamento de Antioquia: Medellín, ciudad de poesía, arte y cultura abre las puertas de la ciudad para transformar la vida hacia visión de gratitud y celebración de la vida.
Poetas participantes: Bienvenidos a este a este espacio de intercambio y encuentro, a nuestro cielo, a nuestro hogar, a nuestra tierra, para avanzar juntos con voces de esperanza.
Organiza: Movimiento Poetas del Mundo: Luis Arias Manzo [Fundador Secretario General] Carlos Valle Sánchez [Cónsul Región Antioquia y Eje Cafetero] Tel 2549191 – 2841411 Cel 3007907326 y Angela Penagos Londoño [Cónsul Departamento de Antioquia], celular 3003169706
Luis Arias Manzo con los niños de Medellín en 2008
NOTICIAS: II Encuentro Internacional de Poetas del Mundo. Por Carlos Valle Sánchez*
COLOMBIA - Medellín: Nos preparamos y estamos listos para dar inicio a la segunda versión del encuentro de Poetas del mundo en el Departamento de Antioquia, les estamos esperando Señores Poetas con los brazos abiertos y esperando que este segundo encuentro supere las expectativas de vuestros corazones y lo vívido el año anterior, del cual nos queda la satisfacción del deber cumplido y un grupo de compañeros Poetas satisfechos. A cada una de las acciones le pusimos y el amor y el empeño; por ello en esta segunda versión le daremos con toda, para que continuemos con la llama de la poesía, de la hermandad y la lucha por nuestros principios de anteponerle la palabra a todo, de resolver los conflictos y de llevar la esperanza, de hacer un mundo mejor para quienes no lo pueden, a través de la palabra y del amor que pongamos en ellas.
1º CONGRESO DE PPdM De COLOMBIA: CRONOGRAMA Y PROGRAMACIÓN.
del 27 al 30 de abril 2010
COLOMBIA - Santader-Bucaramanga: El movimiento Poetas del Mundo, entidad no gubernamental que no está ligada a ningún gobierno o institución política, religiosa, ni de ningún tipo que en lo económico es totalmente independiente, no recibe ayuda alguna para funcionar, se autofinancia gracias al apoyo de algunos poetas que lo hacen de manera voluntaria, organiza su Primer Encuentro Internacional de Poesía en el Departamento de Santander, Colombia del 27 al 30 de abril 2010.
Santander es uno de los 32 departamentos de Colombia, situado en el nororiente del país en la región Andina, su capital es Bucaramanga. Limita al norte con los departamentos de Norte de Santander, Cesar y Bolívar, al occidente con Antioquia, al sur con Boyacá y al oriente con Boyacá y Norte de Santander.
El nombre oficial es Departamento de Santander y recibe su nombre en honor al héroe de la independencia de la Nueva Granada Francisco de Paula Santander.
Santander se ubica en el sector noroccidental de los Andes colombianos. Está conformado por 87 municipios los cuales se agrupan en seis provincias reorganizadas en ocho núcleos de desarrollo provincial denominados Área Metropolitana con su capital en Bucaramanga, Comunero con su capital en Socorro, García Rovira con su capital en Málaga, Guanentá con su capital en San Gil, Mares con su capital en Barrancabermeja, Soto Norte con su capital en Matanza y Vélez con su capital en Vélez.
PRIMER CONGRESO DE POETAS DEL MUNDO
CRONOGRAMA Y PROGRAMACIÓN
del 27 al 30 de Abril de 2010
Santander Colombia
PRIMER DIA EN BUCARAMANGA
I CONCURSO MUNDIAL DE ECOPOESIA
La Unión Mundial de Poetas por la Vida – UNIVA -, en su constante preocupación y aporte a la conservación ambiental del planeta, a partir de la fecha establece el PREMIO ANUAL DE ECOPOESIA, convocando al I Concurso Mundial de Ecopoesía 2010.
BASES
Pueden participar poetas de cualquier país del mundo.
El texto deberá estar escrito en idioma español internacional, sin uso de términos locales.
Cada poeta participante presentará un solo poema con una extensión entre 20 y 30 versos (líneas), de tal manera que posteriormente pueda ser difundido masivamente a través de un afiche, el mismo que será publicado mediante auspicios que gestionará UNIVA.
El poema debe ser inédito.
El poema no debe ser solamente un texto descriptivo de un paisaje o especie animal o vegetal, debe llevar al lector a una reflexión sobre la situación del planeta y motivar a una acción para su conservación.
El Jurado Calificador estará integrado por miembros del Consejo Directivo de UNIVA: Poeta Wilma Borchers (Chile), Presidenta Honoraria, Hugo Noblecilla (Perú) Presidente y Marco Cabrera (Perú) Vicepresidente.
Los poemas serán enviados vía correo electrónico a la siguiente dirección poetasuniva@gmail.com con el asunto CONCURSO MUNDIAL DE ECOPOESIA. En archivo adjunto de word en el cual debe figurar el poema y los datos del autor: Nombres y apellidos, país Y fecha de nacimiento, lugar de residencia y dirección, correo electrónico, N° de documento de identidad y fotografía en archivo JPG. No se utilizará seudónimo.
La fecha límite del cierre del concurso es el 30 de abril del presente año. Los resultados serán difundidos el 28 de mayo. La premiación será en el marco del II FESTIVAL MUNDIAL DE ECOPOESIA, que se realizará en la ciudad de Tumbes – Perú, del 5 al 8 de agosto del presente año. En caso que los ganadores no puedan estar presentes, se le remitirá su premio a su lugar de residencia.
Los ganadores de los tres primeros puestos se harán merecedores a un Diploma de Honor. El primer premio se hará acreedor al PREMIO UNIVA. No habrá premios económicos porque consideramos que el aporte de los poetas a la conservación ambiental no debe ser a cambio de un reconocimiento monetario.
El poema ganador será difundido a nivel nacional e internacional a través de un afiche tamaño A – 2, durante el año, hasta que resulte el ganador del II concurso.
UNIVA gestionará la publicación de un libro con los 100 poemas que considere mejores. Los poemas no seleccionados serán desechados.
Los autores ganadores y seleccionados ceden el derecho de publicar su poema seleccionado en el libro que edite UNIVA, sin fines de lucro, quedando sus derechos de todas maneras siempre bajo su posesión para las publicaciones que estime necesarias.
La participación en el concurso implica la total aceptación de estas bases.
No se mantendrá correspondencia vinculada al certamen. Se guardará absoluta reserva sobre la identidad de los concursantes.
La Comisión Organizadora y/o el Jurado Calificador se reservan el derecho de resolver cualquier punto no previsto en estas bases.
II FESTIVAL MUNDIAL DE ECOPOESIA
"Por la integración universal de los poetas en defensa de la vida"
INFORMES:
http://poetasuniva.espacioblog.com/post/2010/01/03/ii-festival-mundial-ecopoesia-2010-tumbes-peru
TODO EL PLANETA LES AGRADECERA POR SU PARTICIPACION Y DIFUSION
Divulgando por
Delasnieve Miranda Daspet de Souza
Embaixadora Universal da Paz - Genebra - Suiça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix
Embaixadora para o Brasil de Poetas del Mundo
www.delasnievedaspet.com.br - www.pantanalms.tur.br - www.lunaeamigos.com.br
http://www.delasnievedaspet.com.br/embaixadora_universal_da_paz.htm
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=600
http://grupobrasilmostratuacara.blogspot.com/
BASES
Pueden participar poetas de cualquier país del mundo.
El texto deberá estar escrito en idioma español internacional, sin uso de términos locales.
Cada poeta participante presentará un solo poema con una extensión entre 20 y 30 versos (líneas), de tal manera que posteriormente pueda ser difundido masivamente a través de un afiche, el mismo que será publicado mediante auspicios que gestionará UNIVA.
El poema debe ser inédito.
El poema no debe ser solamente un texto descriptivo de un paisaje o especie animal o vegetal, debe llevar al lector a una reflexión sobre la situación del planeta y motivar a una acción para su conservación.
El Jurado Calificador estará integrado por miembros del Consejo Directivo de UNIVA: Poeta Wilma Borchers (Chile), Presidenta Honoraria, Hugo Noblecilla (Perú) Presidente y Marco Cabrera (Perú) Vicepresidente.
Los poemas serán enviados vía correo electrónico a la siguiente dirección poetasuniva@gmail.com con el asunto CONCURSO MUNDIAL DE ECOPOESIA. En archivo adjunto de word en el cual debe figurar el poema y los datos del autor: Nombres y apellidos, país Y fecha de nacimiento, lugar de residencia y dirección, correo electrónico, N° de documento de identidad y fotografía en archivo JPG. No se utilizará seudónimo.
La fecha límite del cierre del concurso es el 30 de abril del presente año. Los resultados serán difundidos el 28 de mayo. La premiación será en el marco del II FESTIVAL MUNDIAL DE ECOPOESIA, que se realizará en la ciudad de Tumbes – Perú, del 5 al 8 de agosto del presente año. En caso que los ganadores no puedan estar presentes, se le remitirá su premio a su lugar de residencia.
Los ganadores de los tres primeros puestos se harán merecedores a un Diploma de Honor. El primer premio se hará acreedor al PREMIO UNIVA. No habrá premios económicos porque consideramos que el aporte de los poetas a la conservación ambiental no debe ser a cambio de un reconocimiento monetario.
El poema ganador será difundido a nivel nacional e internacional a través de un afiche tamaño A – 2, durante el año, hasta que resulte el ganador del II concurso.
UNIVA gestionará la publicación de un libro con los 100 poemas que considere mejores. Los poemas no seleccionados serán desechados.
Los autores ganadores y seleccionados ceden el derecho de publicar su poema seleccionado en el libro que edite UNIVA, sin fines de lucro, quedando sus derechos de todas maneras siempre bajo su posesión para las publicaciones que estime necesarias.
La participación en el concurso implica la total aceptación de estas bases.
No se mantendrá correspondencia vinculada al certamen. Se guardará absoluta reserva sobre la identidad de los concursantes.
La Comisión Organizadora y/o el Jurado Calificador se reservan el derecho de resolver cualquier punto no previsto en estas bases.
II FESTIVAL MUNDIAL DE ECOPOESIA
"Por la integración universal de los poetas en defensa de la vida"
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TODO EL PLANETA LES AGRADECERA POR SU PARTICIPACION Y DIFUSION
Divulgando por
Delasnieve Miranda Daspet de Souza
Embaixadora Universal da Paz - Genebra - Suiça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix
Embaixadora para o Brasil de Poetas del Mundo
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
acrostico BUGRA SARARA - Venancio
B ugra, você adentrou em meu sonhos dourados
U ma, duas, três, ou mais vezes
G uarneceu de amor, paz e alegria,minha alma escura e fria
R evitalizou àquele coração cansado
A dormecido num profundo esquecimento e abandono
S onhei
A ssim como todos sonham
R i, chorei
A mei, desamei...felismente
R evivi prá vida, já quase esquecida
A lcancei a paz, em minha alma perdida
U ma, duas, três, ou mais vezes
G uarneceu de amor, paz e alegria,minha alma escura e fria
R evitalizou àquele coração cansado
A dormecido num profundo esquecimento e abandono
S onhei
A ssim como todos sonham
R i, chorei
A mei, desamei...felismente
R evivi prá vida, já quase esquecida
A lcancei a paz, em minha alma perdida
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sábado, 13 de fevereiro de 2010
Prêmio Nobel de Literatura
CONVOCATORIA de PPdM para SELECCIONAR 1 CANDIDATO al PREMIO NOBEL de LITERATURA 2011
CHILE - Santiago: Por la trascendencia que nuestro Movimiento de Poetas del Mundo [PPdM] tiene actualmente en los cinco continentes con más de 6200 miembros a la fecha [01-02-2010], consideramos de gran importancia lanzar la presente convocatoria para seleccionar a un candidato para el Premio Nobel de Literatura 2011.
Con este propósito se integrará un Comité Seleccionador de candidaturas con poetas y escritores que no aspiren al premio o que estén impedidos para ser candidatos por las funciones que desempeñan. Oportunamente se darán a conocer los nombres del Comité.
A partir de este momento se aceptan las candidaturas para conformar el “Comité Seleccionador” en el que pueden participar poetas o escritores miembros de PPdM o no. Las candidaturas deben ser enviadas a info@poetasdelmundo.com acompañadas de una carta de motivación.
BASES:
1. Podrán postularse como candidatos los poetas y escritores que sean miembros de Poetas del Mundo, mencionando su nombre, nacionalidad y correo actualizado.
CHILE - Santiago: Por la trascendencia que nuestro Movimiento de Poetas del Mundo [PPdM] tiene actualmente en los cinco continentes con más de 6200 miembros a la fecha [01-02-2010], consideramos de gran importancia lanzar la presente convocatoria para seleccionar a un candidato para el Premio Nobel de Literatura 2011.
Con este propósito se integrará un Comité Seleccionador de candidaturas con poetas y escritores que no aspiren al premio o que estén impedidos para ser candidatos por las funciones que desempeñan. Oportunamente se darán a conocer los nombres del Comité.
A partir de este momento se aceptan las candidaturas para conformar el “Comité Seleccionador” en el que pueden participar poetas o escritores miembros de PPdM o no. Las candidaturas deben ser enviadas a info@poetasdelmundo.com acompañadas de una carta de motivación.
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1. Podrán postularse como candidatos los poetas y escritores que sean miembros de Poetas del Mundo, mencionando su nombre, nacionalidad y correo actualizado.
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Noticias da sede de Poetas del Mundo
1º CONGRESO DE PPdM De COLOMBIA: CRONOGRAMA Y PROGRAMACIÓN. Por Hernando Ardila González*
COLOMBIA - Santader-Bucaramanga: El movimiento Poetas del Mundo, entidad no gubernamental que no está ligada a ningún gobierno o institución política, religiosa, ni de ningún tipo que en lo económico es totalmente independiente, no recibe ayuda alguna para funcionar, se autofinancia gracias al apoyo de algunos poetas que lo hacen de manera voluntaria, organiza su Primer Encuentro Internacional de Poesía en el Departamento de Santander, Colombia del 27 al 30 de abril 2010.
Santander es uno de los 32 departamentos de Colombia, situado en el nororiente del país en la región Andina, su capital es Bucaramanga. Limita al norte con los departamentos de Norte de Santander, Cesar y Bolívar, al occidente con Antioquia, al sur con Boyacá y al oriente con Boyacá y Norte de Santander.
El nombre oficial es Departamento de Santander y recibe su nombre en honor al héroe de la independencia de la Nueva Granada Francisco de Paula Santander.
Santander se ubica en el sector noroccidental de los Andes colombianos. Está conformado por 87 municipios los cuales se agrupan en seis provincias reorganizadas en ocho núcleos de desarrollo provincial denominados Área Metropolitana con su capital en Bucaramanga, Comunero con su capital en Socorro, García Rovira con su capital en Málaga, Guanentá con su capital en San Gil, Mares con su capital en Barrancabermeja, Soto Norte con su capital en Matanza y Vélez con su capital en Vélez.
PRIMER CONGRESO DE POETAS DEL MUNDO
CRONOGRAMA Y PROGRAMACIÓN
del 27 al 30 de Abril de 2010
Santander Colombia
PRIMER DIA EN BUCARAMANGA
Martes 27 de Abril:
am a 12m . Acreditaciones escritores y poetas invitados, inscripciones de locales a lecturas de los días 4 y 5, y de ponencias, lo cual se hará en la Casa de la Cultura Custodio García Rovira, Bucaramanga
2:00 a 5:00 pm. Lecturas de registro de poetas internacionales para el Libro Total, en la casa del libro total,
6:00 pm a 8:30 pm. Acto Inaugural saludo de bienvenida por el Secretario General LUIS ARIAS MANZO y el Embajador Colombia HERNANDO ARDILA GONZÁLEZ.
Palabras protocolarias de autoridades culturales.
9 PM Casa de la cultura Coctel de bienvenida.
SEGUNDO DIA EN FLORIDABLANCA
Miércoles 28 de Abril:
8:00 am a 12 m Lecturas Deliberaciones del Congreso con la presencia de escritores Internacionales, Nacionales y Locales invitados.
1:00 a 6:00 pm Tarde de tour por los municipios del Área Metropolitana de Bucaramanga, [Floridablanca, Piedecuesta , Girón y Bucaramanga]. registros fotográficos y Compras,
8 pm HOTEL: Acto Especial Lectura y eventual adhesión a la Proclama Comunera Latinoamérica, emanada del III Encuentro de Escritores en Santander, “VUELVEN LOS COMUNEROS” y vino poético.
TERCER DIA GIRON
Jueves 29 de Abril:
8:00 am a 12 m Lecturas Deliberaciones del Congreso con la presencia de escritores Internacionales, Nacionales y Locales invitados.
2:30 a 6:00 pm Lecturas en escenarios escolares, presidios, sectores populares y talleres con escritores internacionales,
8 pm a 12: Bohemia Poética en KUSSY GUAIRA Sala concertad de Mincultura Piedecuesta.
CUARTO DIA EN EL SOCORRO
Viernes 30 de Abril:
8:00 am a 12m Visita poética al cañón del Chicamocha
2:00 a 4 pm Lecturas con participación de poetas locales
4 y 30 a 6:00 pm Recital Poético lectura de la proclama comunera Latinoamérica, lectura del documento de conclusiones del primer congreso y designación de la sede internacional del segundo congreso
8:00 pm Acto de Clausura. Entrega de certificaciones de participación.
9:00 pm LUNADA POETICA
APORTE POR PARTICIPANTES 400 dls. A todo costo - Incluye:
4 noches de hotel [27,28, 29 y 30 de abril] Todas las comidas, traslados, invitación especial, diploma, credencial.
INSCRIPCION [este es un aporte para el funcionamiento de PPdM]
Poetas Internacionales US 100
Poetas Nacionales US 50
Poetas Locales US 25
Los Participantes Internacionales podrán pagar su inscripción por:
a] PayPal:
http://www.apostrophes.cl/sdetalle.asp?iPro=541&iType=146
b] Por Western Union:
A: Luis Arias Manzo [Chile]
Las inscripciones no son reemborsables en caso que el poeta se desista de participar.
Los gastos de Participación se puede pagar a la llegada al evento.
Se entregará
MEMORIA EN CD
CERTIFICADO
CARPETA PORTAFOLIOS
ESCARAPELA
RECORDATORIO
*****************************************************
FICHE D’INSCRIPTION [Formulario de Inscripción]
Remplir et envoyer [Llenar y enviar]
*Nom – Prénom [Nombre completo]:
*Nationalité [Nacionalidad]:
*Passeport [Pasaporte]:
*Adresse [Dirección Postal]:
*Téléphone [Teléfono] :
*E-Mail [Correo electrónico] :
*Vous êtes poète du monde? [Eres poeta del mundo?
*****************************************************
Hernando Ardila González [Embajador - Colombia] PPdM.co:
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=590
Luis Arias Manzo [Fundador - Secretario General] PPdM:
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=377
COLOMBIA - Santader-Bucaramanga: El movimiento Poetas del Mundo, entidad no gubernamental que no está ligada a ningún gobierno o institución política, religiosa, ni de ningún tipo que en lo económico es totalmente independiente, no recibe ayuda alguna para funcionar, se autofinancia gracias al apoyo de algunos poetas que lo hacen de manera voluntaria, organiza su Primer Encuentro Internacional de Poesía en el Departamento de Santander, Colombia del 27 al 30 de abril 2010.
Santander es uno de los 32 departamentos de Colombia, situado en el nororiente del país en la región Andina, su capital es Bucaramanga. Limita al norte con los departamentos de Norte de Santander, Cesar y Bolívar, al occidente con Antioquia, al sur con Boyacá y al oriente con Boyacá y Norte de Santander.
El nombre oficial es Departamento de Santander y recibe su nombre en honor al héroe de la independencia de la Nueva Granada Francisco de Paula Santander.
Santander se ubica en el sector noroccidental de los Andes colombianos. Está conformado por 87 municipios los cuales se agrupan en seis provincias reorganizadas en ocho núcleos de desarrollo provincial denominados Área Metropolitana con su capital en Bucaramanga, Comunero con su capital en Socorro, García Rovira con su capital en Málaga, Guanentá con su capital en San Gil, Mares con su capital en Barrancabermeja, Soto Norte con su capital en Matanza y Vélez con su capital en Vélez.
PRIMER CONGRESO DE POETAS DEL MUNDO
CRONOGRAMA Y PROGRAMACIÓN
del 27 al 30 de Abril de 2010
Santander Colombia
PRIMER DIA EN BUCARAMANGA
Martes 27 de Abril:
am a 12m . Acreditaciones escritores y poetas invitados, inscripciones de locales a lecturas de los días 4 y 5, y de ponencias, lo cual se hará en la Casa de la Cultura Custodio García Rovira, Bucaramanga
2:00 a 5:00 pm. Lecturas de registro de poetas internacionales para el Libro Total, en la casa del libro total,
6:00 pm a 8:30 pm. Acto Inaugural saludo de bienvenida por el Secretario General LUIS ARIAS MANZO y el Embajador Colombia HERNANDO ARDILA GONZÁLEZ.
Palabras protocolarias de autoridades culturales.
9 PM Casa de la cultura Coctel de bienvenida.
SEGUNDO DIA EN FLORIDABLANCA
Miércoles 28 de Abril:
8:00 am a 12 m Lecturas Deliberaciones del Congreso con la presencia de escritores Internacionales, Nacionales y Locales invitados.
1:00 a 6:00 pm Tarde de tour por los municipios del Área Metropolitana de Bucaramanga, [Floridablanca, Piedecuesta , Girón y Bucaramanga]. registros fotográficos y Compras,
8 pm HOTEL: Acto Especial Lectura y eventual adhesión a la Proclama Comunera Latinoamérica, emanada del III Encuentro de Escritores en Santander, “VUELVEN LOS COMUNEROS” y vino poético.
TERCER DIA GIRON
Jueves 29 de Abril:
8:00 am a 12 m Lecturas Deliberaciones del Congreso con la presencia de escritores Internacionales, Nacionales y Locales invitados.
2:30 a 6:00 pm Lecturas en escenarios escolares, presidios, sectores populares y talleres con escritores internacionales,
8 pm a 12: Bohemia Poética en KUSSY GUAIRA Sala concertad de Mincultura Piedecuesta.
CUARTO DIA EN EL SOCORRO
Viernes 30 de Abril:
8:00 am a 12m Visita poética al cañón del Chicamocha
2:00 a 4 pm Lecturas con participación de poetas locales
4 y 30 a 6:00 pm Recital Poético lectura de la proclama comunera Latinoamérica, lectura del documento de conclusiones del primer congreso y designación de la sede internacional del segundo congreso
8:00 pm Acto de Clausura. Entrega de certificaciones de participación.
9:00 pm LUNADA POETICA
APORTE POR PARTICIPANTES 400 dls. A todo costo - Incluye:
4 noches de hotel [27,28, 29 y 30 de abril] Todas las comidas, traslados, invitación especial, diploma, credencial.
INSCRIPCION [este es un aporte para el funcionamiento de PPdM]
Poetas Internacionales US 100
Poetas Nacionales US 50
Poetas Locales US 25
Los Participantes Internacionales podrán pagar su inscripción por:
a] PayPal:
http://www.apostrophes.cl/sdetalle.asp?iPro=541&iType=146
b] Por Western Union:
A: Luis Arias Manzo [Chile]
Las inscripciones no son reemborsables en caso que el poeta se desista de participar.
Los gastos de Participación se puede pagar a la llegada al evento.
Se entregará
MEMORIA EN CD
CERTIFICADO
CARPETA PORTAFOLIOS
ESCARAPELA
RECORDATORIO
*****************************************************
FICHE D’INSCRIPTION [Formulario de Inscripción]
Remplir et envoyer [Llenar y enviar]
*Nom – Prénom [Nombre completo]:
*Nationalité [Nacionalidad]:
*Passeport [Pasaporte]:
*Adresse [Dirección Postal]:
*Téléphone [Teléfono] :
*E-Mail [Correo electrónico] :
*Vous êtes poète du monde? [Eres poeta del mundo?
*****************************************************
Hernando Ardila González [Embajador - Colombia] PPdM.co:
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=590
Luis Arias Manzo [Fundador - Secretario General] PPdM:
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Harmonia - Delasnieve Daspet
Entre as nuvens espalhadas pelo tempo
Pequenas estrelas salpicam o firmamento...
Chega a noite.
Descerro o véu da memória,
Já não recordo as mágoas,
Contemplo a harmonia do dia
Cheio de sol.
Ao longe – o firmamento se junta ao cerrado,
O céu nas cores infinitas do crepúsculo,
Se une a verdura de nossas matas.
Ipês floridos,
Mesclam de suave tonalidade,
A paisagem recortada no horizonte,
Pelos traços da natureza.
Aqui, encontro a plenitude!
Nos campos cultivados,
Nos chapéus de palha,
Nos odores,
No peão de pele crestada,
Do gado pastando,
O bambu choroso a cada carícia do vento...
Aqui, é o reino da paz!
Os pássaros melodiosos, em sinfonia,
Calam em meu ser.
Circula em minhas veias,
Irmanados aos ventos, às águas, ao sol, aos animais,
Um cântico de graças ao Criador!
DD_Campo Grande-MS 9.02.10
Pequenas estrelas salpicam o firmamento...
Chega a noite.
Descerro o véu da memória,
Já não recordo as mágoas,
Contemplo a harmonia do dia
Cheio de sol.
Ao longe – o firmamento se junta ao cerrado,
O céu nas cores infinitas do crepúsculo,
Se une a verdura de nossas matas.
Ipês floridos,
Mesclam de suave tonalidade,
A paisagem recortada no horizonte,
Pelos traços da natureza.
Aqui, encontro a plenitude!
Nos campos cultivados,
Nos chapéus de palha,
Nos odores,
No peão de pele crestada,
Do gado pastando,
O bambu choroso a cada carícia do vento...
Aqui, é o reino da paz!
Os pássaros melodiosos, em sinfonia,
Calam em meu ser.
Circula em minhas veias,
Irmanados aos ventos, às águas, ao sol, aos animais,
Um cântico de graças ao Criador!
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
CATASETUM
Dentro de cada orquídea florida
Duende acordado
Bebe sereno
Toma banho de lua
Lava a alma da flor
Os olhos perfumados
Brancos lisos escondidos
Cheio de feitiço
Encanta a quem olhar
Prende suspiros para
Soltar nas noites
Silenciosamente
A flor mente
Ser vegetal
Esconde espírito
Num eixo interno
Manteado de pétalas
Levemente a farfalhar
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domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
1º Vídeo da Cônsul Vanda Ferreira
Olá, divulgo o primeiro vídeo que produzi, no qual mostro imagens de mim.
http://www.youtube.com/watch?v=vr5TGsWMSdQ
Postei imagens aleatórias...
Se puder veja, avalie, e divulgue se gostar.
Obrigada! Beijo de mim.
http://www.youtube.com/watch?v=vr5TGsWMSdQ
Postei imagens aleatórias...
Se puder veja, avalie, e divulgue se gostar.
Obrigada! Beijo de mim.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
trecho do livro, (inédito e não editado),"Olhações" de Vanda Ferreira
Curioso olhar
Nos entre meios verdes
Procura pelos olhos do mato...
Olhos soltos passeiam,
Perambulando cenário,
Poderosos espiam minha meditação
Assistem silenciosa comunhão
Refletida n’água dos peixes
Olho bugresia,
Canta o bambuzal
Lamúrias no entardecer do pensamento
Credo de secretas gargantas
Encontradas pelo vento
Momentos roubados pelo córrego
Desejos levados pela lua
Passeiam durante a noite
Para colorir o amanhã...
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domingo, 24 de janeiro de 2010
O Grito da Terra - Manoel Virgilio
Em pleno Mato Grosso, o do sul,
Poetas, os Del Mundo, reunidos!
Acima, esplendoroso céu azul,
Da Terra ecoa um grito, sustenido.
Um grito por uma bugra liderado
Que é filha dessa Terra tão sofrida.
Um grito que aos ventos foi levado,
Que afete a quem, ainda, à terra agrida.
Aos ares esse grito seja ouvido,
Partido da planície pantaneira
Ao topo da montanha altaneira.
.
Que seja esse grito um bramido
Troado pela Terra qual um gesto,
Que sai desses poetas em protesto.
Poetas, os Del Mundo, reunidos!
Acima, esplendoroso céu azul,
Da Terra ecoa um grito, sustenido.
Um grito por uma bugra liderado
Que é filha dessa Terra tão sofrida.
Um grito que aos ventos foi levado,
Que afete a quem, ainda, à terra agrida.
Aos ares esse grito seja ouvido,
Partido da planície pantaneira
Ao topo da montanha altaneira.
.
Que seja esse grito um bramido
Troado pela Terra qual um gesto,
Que sai desses poetas em protesto.
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
O grito da terra, preservar para viver
Nelson Vieira, escritor/MS, Delasnieve Daspet, embaixadora de Poetas del Mundo para o Brasil e Faria, Cônsul de Poetas del Mundo em Goias, durante o acampamento de Poetas del Mundo em Campo Grande/MS
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Faria,
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Cidade Morena: ventura e aventura
RELATÓRIO elaborado por Faria, digníssimo senhor Cônsul de Goias,
Cidade Morena: ventura e aventura
Ao som de Reginaldo Sans no PC vejo-me a rememorar os ímpares e inéditos momentos do acampamento rural dos Poetas Del Mundo em Campo Grande, a Cidade Morena do Brasil.
Ventura e aventura nas terras que, entre outras distinções, reverencia a memória de um santo da Igreja Católica de Roma, Dom Bosco, que primou, sobretudo, pela educação em seu país, a Itália, com influência entre seguidores e admiradores por todo o mundo Cristão, inclusive no Brasil. Outro nome lá por muito admirado, Dom Aquino, relembra os tempos em que Mato Grosso do Sul e seu irmão vizinho do norte tinham as mesmas fronteiras, estado uno, embora o sul reivindicasse autonomia, o que chegou na segunda metade do século XX. A exemplo de Dom Bosco, Dom Aquino é também reverenciado na “capital morena” do Brasil.
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Grito da Terra, Preservar para Viver, eis o tema em foco, envolvido também pelo seminário Sinestesia e Poesia.
Na coordenação local do evento, Vanda Ferreira, escudada por Dom Fernando, e, no seminário, a maestria de Nena Sarti, ou “Nena do Papai”.
No comando geral dos Poetas Del Mundo do Brasil, a competência da embaixadora DD-Delasnieve Daspet, com a incondicional parceria de Nelson Vieira, o amigo da comunicação e das letras em Campo Grande e em seu Estado.
O primeiro contato com Bugra, digo, Vanda, foi no encontro de Poetas Del Mundo do Estado de São Paulo, quando do anúncio, por DD, do futuro encontro de Campo Grande. Prometi participação.
Um vez em Goiás, mesmo após ter-me inscrito para o encontro, titubeio. Penso em desistir, deixar de participar, até porque pouco ou quase nada tenho a contribuir. E não é de meu feitio ser apenas número, preenchimento de colunas da estatística.
Chego a anunciar minha quase não ida, mas dois nomes condicionam-me a não desistir: Vanda, cônsul dos Poetas del Mundo do Entorno de Campo Grande, a anfitriã do evento, e Delasnieve, a embaixadora dos Poetas del Mundo do Brasil, cuja ação e atuação, por si só, inspiram a arregaçar as mangas quem com ela convive.
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Bilhete no bolso, partida do ônibus anunciada para as 22h20.
Como já se estigmatizou que brasileiro deixa sempre algo de importância para a última hora, faço jus ao clichê.
Detalhes de malas e bagagem com providências de última hora, fica para trás o lanche preparado para a matula na viagem. Sei de antemão que a lanchonete da rodoviária, a essas alturas, deve estar fechada. Como não jantei, sem lanche vou passar fome.
Antes de Mato Grosso do Sul, passaremos por duas cidades (Itarumã e Itajá), cujas lanchonetes também estarão fechadas quando lá chegarmos, fato comum em cidade pequena do interior de Goiás. Expectativa de lanche só em Cassilândia, em Mato Grosso do Sul.
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À guisa de frasqueira de mão, a maleta-estojo do computador portátil (que, por força alienígena da colonização imperialista, se reconhece por notebook, literalmente livro ou caderno de anotações).
A mala de viagem eu a emprestei para Catarina Maria, a filha que fora passar o natal e a virada do ano com a sogra de minha filha Josy Ires.
Improviso como mala a sacola com rodas e, pelas ruas, arrasto-a por umas cinco quadras até a rodoviária.
Feliz a invenção de rodas em malas e sacolas.
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A aventura promete agito de adrenalina a partir do atraso do ônibus da linha Brasília-Campo Grande com escala em Caçu (ou Cassu?).
Aos primeiros minutos de atraso, compreensível tolerância, que se esvai à medida em que os ponteiros registram a ampliação do atraso.
Dez, vinte, trinta minutos e nada de ônibus. Passageiros que viajariam mais tarde, um após outro, embarcam-se e partem (embarcar não é entrar no barco?). Eu, com o bilhete no bolso, ainda a esperar. E a fome a aumentar.
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A agente do guichê do ônibus encoraja-me a me deslocar até meu escritório, onde esqueci o lanche preparado para a viagem. Se nesse ínterim chegar o ônibus ela o fará esperar por mim.
Chamo um mototaxista (mesmo não apreciando essa estrovenga de duas rodas), sento-me na garupa e zarpamos.
Já à porta do escritório, a desencorajadora lembrança: a chave havia ficado na mala, na rodoviária. E então, adeus lanche!
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De volta na mesma moto, algumas tentativas por alguns bares da cidade.
Talvez compre um pacote de bolachas, preferencialmente salgadas, porém, na falta desta, qualquer outra serve.
Um bar, outro bar, um terceiro... nada para se comer encontro em nenhum deles. E a fome a aumentar.
Decepção: que cidade é essa em que só se vende cachaça ou cerveja nessa hora da noite?
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De novo na rodoviária, a continuada espera. Os ponteiros denunciam mais de uma hora de atraso.
Passados uma hora e meia, eis que chaga o ônibus. Ufa!
Até que finalmente vejo-me de saída, com esperança de lanchar em Cassilândia.
Acomodo-me na poltrona 13, naquela hora já na sexta feira do dia 8 (e se fosse dia 13?).
Ajeito o protetor de pescoço para tentar dormir. Com isso tento tapear a fome.
Mas não durmo. Ficam para trás o rio Verdinho, Itarumã, o rio Corrente, Itajá. Tudo passa, menos a fome.
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O descortinar das luzes de Cassilândia mexe com o estômago. Como se diz na sinestesia, já percebo o cheiro e o sabor de iguarias que hão de me matar a fome. Salgados, sanduíches, bolachas, biscoitos, qualquer coisa.
Caso não tenha suco natural, sem problema. Agrada-me também guaraná e até água mineral recebo de bom grado. Qualquer coisa que me ajude no processo de ingestão. Porém, na falta de líquido, o lanche vem bem até mesmo seco. Não quero é essa gástrica fome.
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Passado o rio Aporé, eis que estamos em mato Grosso do Sul. Cassilândia dá-me boas vindas, pelo menos no monumento de concreto.
Na rodoviária, pouco movimento naquelas primeiras horas da madrugada. E a lanchonete? Estaria aberta?
Não está!
A fome nova engole a fome velha e as duas conflituam-se no estômago. Pergunto ao condutor do ônibus:
- Onde e quando vamos parar para um café?
- Lá pelas sete, na Lanchonete São Pedro. (Pelo fuso horário local, oito horas de Brasília, o horário de Goiás).
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Por fim, alguns cochilos e a noite já é só sombra na memória. À frente, o trevo. No banco de trás uma senhora com duas filhas.
Minutos após entrarmos na nova rodovia, eis que chegamos ao Posto São Pedro. Percebo que a fome foi tolerada, não morri. Estou vivo.
Na lanchonete do posto conheço a primeira palavra do coloquial sul matogrossense e desconhecida em Goiás. Peço um biscoito de queijo (aquele em forma de ferradura), a garçonete repete em forma de pergunta:
- O senhor quer uma chipa?
- Não. Quero um biscoito de queijo, desse aqui, oh! – indico com o dedo.
- Ah! Uma chipa!
Ainda que com palavras diferentes, percebo que falamos a mesma coisa. Consequência de um país de dimensão continental, com linguagem coloquial diferenciada embora uma só língua. Não temos dialetos como países até menores.
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Pego o biscoito e o como, qual príncipe no melhor de seus banquetes.
Um hora depois chegamos a Campo Grande e pergunto à minha colega de banco (uma evangélica batista, assim como eu):
- Campo Grande já tem rodoviária nova?
- Sim. Acho que vamos descer lá. Quando saí, antes do natal, embarquei na velha, mas a nova já deve ter sido inaugurada.
E, após uma olhadela pela janela do veículo, acrescenta:
- Até que finalmente Campo Grande tem um terminal à altura de sua grandeza. – Diz com ego enaltecido.
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No trajeto urbano passamos por um esqueleto de prédio, mais parecido uma ruína, Letícia – a passageiro ao meu lado - aponta com o dedo:
- Tá vendo aquilo ali?
Afirmo que sim, ela completa:
- É uma vergonha para Campo Grande. Seria uma rodoviária, mas por questiúnculas políticas não foi concluída. Isso faz muitos anos.
- Sei. – Digo sem muita convicção, sem pretender opinar sobre a política local. Mas confirmo que, de outra vez que viera a Campo Grande, já me havia sido informado do fato e mostrado o prédio abandonado. E isso já se transcorreram mais de cinco anos e as ruínas já estavam como estão.
- A nova é um luxo. Fica do outro lado da cidade, perto da Federal.
Pergunto o que é federal, ela explica:
- A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
Para decepção de Letícia, na avenida Afonso Pena o ônibus deixa a direção do novo terminal e se converge para a velha rodoviária. Mais tarde fico sabendo que ela se transformará em camelódromo, para desprazer do empresariado de hotelaria das proximidades do velho terminal.
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Letícia tem razão. O velho terminal não condiz com a nova realidade de Campo Grande.
O acesso aos guichês dos ônibus se faz por escadas de concreto, assim como também o acesso dos guichês à única plataforma de embarque, onde os ônibus enfileiram-se de forma indiana, um após o outro.
Sem local definido de embarque exige-se mais atenção dos passageiros, podendo oportunizar perca do ônibus pretendido.
Isso sou alertado por um dono de lanchonete que não esconde a alegria de ser um dos dois únicos do ramo selecionados para continuar com seu trabalho no novo terminal.
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Vale lembrar que acertado ficou desde a inscrição ao encontro que a anfitriã providenciaria que alguém me apanhasse na rodoviária e me levaria ao local do encontro. O horário previsto, entre sete e oito horas da manhã.
Com minha mente condicionada ao horário de Goiás angustia-me o fato de chegar com mais de uma hora de atraso. Estaria provocando grande desconforto para quem estivesse a me esperar.
Entretanto, eis que me lembro de que em Campo Grande o fuso horário é diferente do de Goiás. Na prática tudo se ajeitará, creio, menos por uma razão: eu não irei de imediato para o encontro e sim para a casa de dona Zenaide, mãe de meu genro Ravel, que lá se encontra com a esposa (minha filha Josy Ires) e meu casal de netinhos (Francisco e Anita) e minha filha caçula, Catarina Maria. Estão lá desde a véspera de natal.
Como a programação do encontro só deve começar ao meio dia, vou passar a manhã com minhas filhas e meus netos e, de troco, também com o genro Ravel.
Ravel é professor concursado da Universidade Estadual de Goiás. Nascido no Rio de Janeiro (filho de militar da Marinha), passou a infância na cidade portuária de Corumbá, foi jovem em Campo Grande (onde graduou-se em Letras), cursou mestrado na Unicamp e doutorou-se em teoria da literatura na USP. Iniciou carreira profissional em Goiás, onde casou-se com uma de suas alunas (filha deste escriba).
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Mas como ia dizendo, a coordenação do encontro me buscaria na rodoviária às oito horas. No dia anterior, à tarde e à noite, tentei ligar para Vanda. Em cada tentativa, caixa de mensagem. Nesta manhã nova tentativa, outra vez caixa de mensagem.
Mais tarde venho a saber que no acampamento não tem telefone fixo e celular ficam sem serviço. Só há comunicação telefônica na cidade.
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Ontem ficara acertado que Helena, irmã de meu genro, viria me pegar na rodoviária. Mas... quando? Eis de novo a questão de fusos horários.
A espera na rodoviária foi de uns 30 a 40 minutos, período de tentativa de ligação, para dispensar a condução de Vanda, evitando a perca de uma viagem.
O acampamento fica a cerca de 20 km da cidade e eu não gostaria de provocar desacerto ou constrangimento.
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Os ponteiros passam, ninguém chega. Olho para um lado, para outro, não aparece uma viv’alma. A senhora com as duas meninas que viajara atrás de mim também esperam que alguém venha buscá-las. Já telefonou, estão atrasando. Compartilhamos da sensação da espera, de olhos ligados na direção de chegada dos carros particulares. Ninguém chega.
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Por fim eis que alguém acena do outro lado do terminal em minha direção. Olho para os lados, as outras pessoas, indiferentes, permitem que imagine ser para mim.
Aponto com o dedo para mim, como se a perguntar: “sou eu?”, ela confirma do outro lado da plataforma de chegada dos ônibus para o embarque.
Pego a bagagem, atravesso a dupla plataforma, é Helena. O carro está a uns 50 metros.
Peço-lhe que me permita tentar telefonar para Vanda, a Bugra, nossa anfitriã no acampamento. Por sorte consigo, Bugra informa que seu marido, o Fernando, está a caminho, vem me buscar.
Esclareço a mudança de planos, desculpo-me pelo entrevero, acertamos que não passar das 14 horas, o horário da abertura oficial do evento.
Seguimos para a casa de dona Zenaide, no CoophaSul.
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Ao chegar ao portão, o assédio de Francisco, Chiquinho, ou Chico, o netinho que logo pula-me nos braços e me chama para brincar com ele.
- Vovô Faía, aqui!
Terminei os cumprimentos dos maiores e chegou a vez de Nitinha, a neta Anita. Pego-a nos braços e ela, que sempre festejava comigo, faz beicinho, ameaça um choro de quem estranha, de quem tem medo do desconhecido. Balbucio para ela as expressões de costume, ritmada, quase música:
- Tic, tic, tic.
- Tic, tic, tic.
- Tic, tic, tic. Tic, tic. Tic, tic.
Basta isso para ela reconhecer o avô e sorrir.
Basta também isso para provocar ciúmes em Francisco, que insiste para eu brincar com ele, montar quebra cabeça.
- Vovô Faía, aqui!
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Brinco com ele de “quebra cabeça”, depois vamos para a praça jogar bola na quadra. Ravel e eu jogamos mais que a criança, que se entretém com qualquer coisa.
Após o almoço Catarina e eu vamos ao supermercado onde há um terminal bancário. Sem dinheiro em espécie, retiro algumas cédulas para mim e um pouco também para ela.
De novo na casa de Dona Zenaide, Catarina entrega-me um presente com votos de feliz 2010. Uma caneca térmica “para usar no escritório”, ela diz.
Passa rápido o tempo e começa a chover. A chuva chama-me a atenção para um problema: como ir para o encontro? Sei de um ônibus, mas... onde fica o ponto? Perto de onde estou? Ou do outro lado da cidade?
Ravel conecta-se na internet, descobre que a saída é por essas bandas. Bandas do Rochedo, 35 km. Mas... em que ponto pegar o ônibus?
Por sorte o telefone de Vanda atendeu e veio a confirmação:
- Pegar a VAN às 15 h, no ponto do Goró, na rodovia MS-105, saída para Rochedo. Descer na ponte do Ceroula, na venda de Dona Maria.
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Eis novo problema: como deslocar-me até a rodovia e o ponto referido? Dependo de carro e não quero incomodar Helena, que já teve o trabalho de buscar-me da rodoviária. Também do acampamento não tenho socorro, pois falta condições até de telefonar. Lá estão isolados.
O jeito é apelar para Helena.
E ela, mais uma vez, demonstra-se solícita.
A hora se aproxima, a chuva não para, temos que ir assim mesmo. Catarina vai conosco. A chuva aumenta.
No caminho, paramos em um posto de combustível, pedimos detalhes sobre tal ponto do Goró.
Goró, para nós, tratava-se de um bar, termo associado a excessiva prática da bebida. Tomar um goro, encher a cara, beber todas.
Mas não é. Coró é o nome, e não Goró.
Chegamos com muita chuva.
Dificuldades para descer do carro sem molhar ou para molhar menos. Um senhor cujo nome não sei, coloca-se prestativo, quer me ajudar. E ajuda. Pela janela do carro pega minha mala (sacola) e a coloca em uma mesa. Desço em seguida, molho um pouco, mas feliz por chegar antes da VAN.
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Nova espera, desta feita, pela VAN. Conversa vai, conversa vem, quero saber o porquê do nome Ponte do Ceroula, ninguém sabe explicar.
- Desde sempre foi assim, a gente não teve a curiosidade de perguntar porque.
Aparento entender e aceitar as respostas, mas continuo intrigado. Esse nome deve trazer implícita ou explicita uma boa história.
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Agora quero saber sobre a distância da Ponte do Ceroula e as informações vêm desencontradas: para um, 10km; outro diz 15. Ante as manifestações feitas a distância varia de dez a 50 km.
A desinformação me incomoda, se for 50km e a VAN atrasar, vou perder a solenidade de abertura. Eu, que sai de Goiás e, depois de rodar por durante 9 horas de ônibus, chegar atrasado, não está escrito. É pra acabar com pequis de Goiás. (Ou de Mato Grosso do Sul? Será que por aqui se aprecia pequi?)
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Passa um ônibus, outro, vários. Finalmente chega a VAN com destino ao Rochedo. A metade das pessoas do ponto corre para a porta da VAN. Eu também. A outra metade fica, vai no ônibus, o destino é outro.
Procuro o motorista, desaponta-me a resposta: a VAN está lotada.
Insisto, o motorista enfatiza a resposta:
- Sem chance. – E justifica:
- Se a fiscalização me pegar, tô frito. Daqui a uns 20 ou 30 minutos vem o ônibus, o senhor pega ele.
Volto para debaixo do abrigo do Ponto do Coró, sem caber em mim de tanta indignação.
Cacete! Nadar, nadar, e morrer na praia.
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Sem perspectivas volta o olhar para a VAN. Vejo alguém entrando. Reanimo-me e volto ao motorista. E mais uma vez ele descarta:
- Já disse para o senhor que não posso levar. Mas fala como ele ali, oh! (Aponta para um moço no chão, junto à aporta). O que ele decidir tá decidido. O problema é dele.
Passo para o outro lado da VAN, falo com o dito, que me parece cobrador, ele repete a fala do motorista. Eu insisto, recito meu drama:
- Vim de Goiás para um encontro no Acampamento da Bugra, encontro de escritores, o senhor sabe, né?! Estou representando meu estado, o ônibus pode atrasar e eu não posso perder o início dos trabalhos.
Ele me aponta para o interior da VAN e diz:
- O senhor tá vendo? Não tem lugar. Essas pessoas que tão entrando vão em pé.
Acende-me a esperança e digo logo:
- Sem problema. Eu também vou em pé. Eu não posso é perder o encontro.
Ele pega a mala-sacola, coloca-a na carretinha a reboque da VAN, eu entro com a maleta do notebook
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No interior da VAN, sem dirigir a palavra a alguém em especial, digo a quem queira me ouvir: peço que não me deixem perder o ponto de descida.
“Sim senhor”, diz um; “pó dexá”, afirma outro; “tá certo”, ouço de uma senhora. Todos de minha proximidade apresentam-se solidários, quem nada diz meneia a cabeça em sinal de consentimento ou aprovação.
Pergunto se o acampamento fica perto da ponte, novos desencontros de informação. E as distâncias informadas variam de 300 a 500 metros.
Receio chegar com chuva, caminhar aquela distância a pé, a bagagem na caminhada sempre pesa mais e mais, vou perder a abertura do encontro.
Mas que tudo seja como Deus quiser. Nas mãos dele entrego meu destino.
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Passa a chuva, o Sol brilha.
Entre os passageiros, alguns alertam-me:
- Tá chegando. A venda fica logo ali, na virada da estradinha, logo depois da ponte.
Passa a ponte, desço uns 20 metros à frente.
Olho para os lados, diviso uma estradinha à direita mas não vejo a venda. Enquanto o moço da VAN retira minha sacola da carretinha pergunto-lhe pela venda. Ele levanta o queixo para a frente e aponta:
- Tá logo ali, oh!, na curva da estrada.
Agradeço-lhe, ponho seguidamente um pé na frente do outro e inicio a caminhada.
Os pingos de chuva recomeçam a cair, talvez apenas um chuvisqueiro. Ou estarão a profetizar outro toró? Pelas nuvens no céu tudo pode se esperar.
Caminho com mais pressa e já avisto a venda, uma casa humilde tentando se esconder na beira do córrego do Ceroula, atrás da vegetação ciliar.
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Ao chegar percebo alguns homens a discutir sentados em torno de uma mesa de aço (seria aço ou outro metal?) São quatro.
- Boa tarde, senhores!
Digo em alto e bom som, com voz em timbre mais alto que o dos contendores, enquanto deposito minha bagagem sobre outra mesa ao lado e em uma cadeira também de aço, dessas de abrir e fechar. Em Goiás, cadeira comum em boteco e festa filantrópica, beneficente.
Pergunto quem é o proprietário, um deles se apresenta, e indago se o Acampamento da Bugra é ali perto. Ele confirma: “fica a uns 50 metro, talveiz menos”.
Um deles pergunta-me se sou advogado (talvez porque estou com paletó), ao que eu confirmo e ele diz:
- Nós também!
Sem querer prejulgar duvido da afirmação de ser algum deles advogado, mas não polemizo. Agradeço pela informação sobre o acampamento e o que se apresentou como proprietário chama um jovem, cujo nome não memorizei:
- Ajuda ele!
Imagino tratar-se de filho do gentil senhor. Talvez tivesse se sensibilizado ao ver que carrego essa deficiência física no braço, fruto de estripulia de quando garoto.
Enquanto tento colocar a sacola às costas, feito mochila, referido senhor reitera para o jovem que aparenta despedir-se da adolescência:
- Disse pra você ajudá ele com a mala! Leva ela pra ele até o acampamento!
Dispenso a ajuda, digo que não precisa, ele ajudar-me a colocá-la às costas é suficiente. E ele o faz.
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O Acampamento
Saio da venda e, poucos metros adiante, vislumbro a primeira faixa. Ao me aproximar leio que Dom Fernando dá as boas vindas aos Poetas del Mundo ao Acampamento da Bugra.
Dom Fernando?! Indago a mim próprio sabendo que a resposta só terei no momento oportuno. Será que o Acampamento tem algo a ver com o bispo da capital? É ele, o bispo, também poeta del mundo e está a abençoar o encontro e os encontristas?
A aproximação do acampamento tira-me desse pensar e me coloca por inteiro na nova realidade.
Mais alguns passos, descortino melhor o ambiente, palco de momentos que hão de se tornar memoráveis.
Passo por um prédio fechado (que depois soube tratar de meu alojamento e de mais alguns poetas).
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À frente chama-me a atenção um amplo galpão, onde uma simpatia de senhora dá-me as boas vindas, em nome de Vanda, que no momento encontra-se em uma diligência. Daí não estar ali para me receber, o que ela gostaria muito.
Apresentações feitas, ela se me apresenta como Nena, será a coordenadora do Seminário de Sinestesia.
Desperta-me a curiosidade a forma como Nena chama o fotógrafo para nos fotografar: “Papai”.
Pela idade aparente dos dois, impossível que ele seja pai dela. Mais tarde tudo se esclarece. O tratamento vem de quando nasceu o primeiro filho do casal e tornou-se costume ela chamá-lo de pai ou papai. Esse tratamento, segundo sou informado, é costume entre os gaúchos.
E ele agora é matucho (gaúcho sulmatogrossense). Diz Nena, em tom de brincadeira.
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Um descamisado e havaianas nos pés me é apresentado como Dom Fernando, esposo de Bugra. (Desfaz-se neste instante a dúvida da chegada).
Pouco à frente, uma mesa adornada com galhos verdes de mangueira encimada por uma onça pintada (empalhada) e, debaixo da mesa, uma sucuri também adornada com folhas verdes. Os dois animais, espécimes da fauna da região, dão o tom do temário do encontro: Grito da Terra, Preservar Para Viver.
Na sequência me é apresentado o Rê, artista da terra, compositor e intérprete musical, de nome artístico Reginaldo Sans.
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Outras apresentações feitas: Sônia Medeiros, a “Soninha de Búzios”; Zélia Balbina, a “Zélia de Niterói”; Elaine Mello, a “Elaine de Rio das Ostras”, todas do Estado do Rio de Janeiro. Elas chegaram dois dias antes.
Logo depois chega Olga Fonseca, de Londrina, no Paraná e, à noite, Sabrina Carvalho, da capital paulista. Sabrina, atriz de teatro, também bailarina e cantora. Com ela veio o namorado Diego Adrianne, também músico de Campo Grande.
O dia a dia no acampamento conta ainda com Delasnieve Daspet e seu esposo também escritor, Nelson Vieira, além deste escriba do Cassu de Goiás.
A receptividade e o ambiente-palco do encontro trazem-me arrependimento por ter pensado em dele desistir.
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O que à primeira vista parece-me ponto negativo do encontro, a pequena quantidade de participantes, no decorrer evento converte-se em aspecto positivo, visto que oportuniza a integração do grupo e maior aprofundamento das discussões.
A essas alturas já me dou por recompensados os contratempos de véspera e convenço-me de que muito mais verei para meu deleite e aprimoramento artístico, literário e humano.
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Da programação
Após o credenciamento dos participantes e o que se denominou de “café da roça”, a partir das 17h acontece a terapia do abraço, liderada por Vanda Ferreira, seguindo-se a primeira etapa do seminário de sinestesia com doses de criatividade e experimentação.
Como facilitadora, a poeta Nena do Papai (Sarti).
No Teatro de Arena, junto ao bambuzal à beira do Córrego do Ceroula, dá-se a abertura oficial do evento pela embaixadora dos Poetas del Mundo do Brasil, Delasnieve Daspete que, na intimidade, passa a ser apenas DD.
DD, também embaixadora da Paz do Brasil junto ao Universal Ambassador Peace Circele, faz a apresentação nominal de cada participante, cumprimenta-os nominalmente e agradece pelo trabalho de cada um.
À noite Sabrina agita a emoção de todos com uma performance no teatro de arena.
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De volta ao Galpão acontece o Sarau Literomusical, em nome da Paz, onde e quando acontecem declamações, recitações, interpretação de canções provocativas da saudade de tempos do século passado.
Entre os convidados, outro artística do mundo musical e outros escritores de Campo Grande, inclusive da União Brasileira de Escritores do Estado.
Ainda que o tema oficial do sarau seja amor, as ecléticas peças apresentadas versam sobre temas vários, inclusive de denúncia social.
Com o sarau quebra-se pela primeira vez o protocolo, pois a previsão de toque de silêncio às 23 horas é ignorada, ficando um grupo no galpão cantando, dançando e papeando até cerca de três da madrugada.
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O pouco dormir de alguns não tira o ânimo dos participantes que, na manhã de sábado, logo após o “tira-jejum” no restaurante, partimos em caminhada pelas trilhas na beira do rio Ceroula, todos a contemplar a exuberância da natureza.
Quanto ao rio, o alerta: está interditado em virtude das chuvas, com o volume d’água acima do normal pode ocasionar acidente e isso não interessa a ninguém. Os banhos, portanto, ficam restritos aos chuveiros dos alojamentos.
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Após o passeio livre tem continuidade o Seminário de sinestesia e literatura, com uma parada junto ao bambuzal, que se oferece como motivo de observação e reflexão.
Os participantes recordam ou aprendem os sentidos do ser humano, entre eles visão, tato, olfato, paladar, audição, extrapolação e criação, todos eles pontos fundamentais para a criação poética.
Os estudos são mediante contatos diretos com o ar puro do ambiente, com folha e flores encontradas à beira das trilhas e pequenos animais como borboleta e gafanhoto, além de um ou outro mosquito a beijar coçantemente braços e pernas de poetas e poetas del mundo.
No bosque a atenção maior volta-se para o bambuzal, com analogias enriquecedoras dos participantes, a culminar com textos e frases criativas dos presentes.
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Na arena não falta tempo livre para manifestação de quem tenha interesse. E é aqui que acontece a última etapa do seminário, a partir das 15 horas deste sábado.
Tudo acontece na medida certa, exceto as refeições, quatro por dia, que, por certo, há de provocar alguma briga com as balanças.
No galpão, nos tempos livres da tarde, ao som de musicas ao vivo ou instrumental eletrônico, até uns passos de dança são ensaiados por um ou outro par que não se contém em apenas ouvir.
À atriz Sabrina Carvalho cabe capítulos especiais no encontro: performances diversas, espetáculos teatrais, show de pirofagia e demonstração da estátua viva a encarnar um arcanjo. Em todas suas apresentações Sabrina desperta atenção e curiosidade, privilegiando poses para fotos especiais a quem interesse apresenta.
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À noite novo Sarau e outra vez o protocolo é ignorado, com algumas pessoas buscando a alta madrugada, cantando, declamando, batendo papo.
Domingo, último dia do encontro. Entre outras atividades, sugestões para o manifesto do encontro, depoimento final de cada participante e o pronunciamento da embaixadora Delasnieve.
A extroversão da oradora transforma temas sérios e sisudos em amenidade, um quase bate-papo. Informações, apresentação do calendário de eventos dos Poetas del Mundo, com destaque para o Festival Américxa do Sul , a se realizar em Corumbá, promovido pelo Governo do Estado, quando Poetas del Mundo terá participação especial e presença de nomes internacionalmente reconhecidos.
DD reporta sobre outros encontros programados para 2010, a exemplo dos de Paris (França), Florianópolis, Blumenau, Porto de Galinhas e Goiás, além do Chile, entre outros.
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A embaixadora chama a atenção também para a institucionalização do Movimento Poetas Del Mundo, presente em 119 países dos cinco continentes, com mais de 6 mil associados, dos quais mais de 2 mil no Brasil.
A institucionalização do movimento converge para a criação da Academia Internacional de Poetas del Mundo, com unidade gestora em cada país, cujo nome passa a integrar o título da entidade literária.
Delasnieve ressalta que Movimento Poetas Del Mundo não se destinam a apenas poetas, mas também a prosadores.
Os limites de idade para se tornar associado são relativos, passando o movimento a contar com duas categorias distintas:
- a dos titulares de capacidade jurídica, ou seja, os de maioridade legal;
- e a dos adolescentes e crianças, uma vez que necessário se faz investir também no futuro.
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Com a institucionalização do Movimento e criação da Academia Internacional de Poetas del Mundo, uma diretoria será formada em cada país.
Delasnieve anunciou que, para a diretoria nacional do Brasil a novel entidade já tem alguns nomes: Zélia, do estado do Rio de Janeiro, e este escriba, de Goiás.
Na oportunidade já foram formalizados os dois convites, que foram aceitos, devendo a diretoria ser completada e empossada possivelmente no Festival América do Sul, em Corumbá-MS, em meados do ano em curso.
O poeta de Goiás ocupará o cargo de Secretário e a carioca vai responder pelo setor de elaboração de projetos, área de sua especialidade.
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O I Encontro dos Poetas Del Mundo do Entorno de Campo Grande encerra-se oficialmente com a entrega de certificados do evento e do seminário de sinestesia.
A partir de então já se começa a apertar no peito a saudade e a esperança pela participação do próximo evento dos afeiçoados na apreciação e prática da maior arma da humanidade, a palavra, cujo uso em sua intensidade e significação positivas há de contribuir sobremaneira para a universalização da paz entre os humanos e seu habitat.
José Faria Nunes
Cônsul para o Estado de Goiás
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=1812
Cidade Morena: ventura e aventura
Ao som de Reginaldo Sans no PC vejo-me a rememorar os ímpares e inéditos momentos do acampamento rural dos Poetas Del Mundo em Campo Grande, a Cidade Morena do Brasil.
Ventura e aventura nas terras que, entre outras distinções, reverencia a memória de um santo da Igreja Católica de Roma, Dom Bosco, que primou, sobretudo, pela educação em seu país, a Itália, com influência entre seguidores e admiradores por todo o mundo Cristão, inclusive no Brasil. Outro nome lá por muito admirado, Dom Aquino, relembra os tempos em que Mato Grosso do Sul e seu irmão vizinho do norte tinham as mesmas fronteiras, estado uno, embora o sul reivindicasse autonomia, o que chegou na segunda metade do século XX. A exemplo de Dom Bosco, Dom Aquino é também reverenciado na “capital morena” do Brasil.
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Grito da Terra, Preservar para Viver, eis o tema em foco, envolvido também pelo seminário Sinestesia e Poesia.
Na coordenação local do evento, Vanda Ferreira, escudada por Dom Fernando, e, no seminário, a maestria de Nena Sarti, ou “Nena do Papai”.
No comando geral dos Poetas Del Mundo do Brasil, a competência da embaixadora DD-Delasnieve Daspet, com a incondicional parceria de Nelson Vieira, o amigo da comunicação e das letras em Campo Grande e em seu Estado.
O primeiro contato com Bugra, digo, Vanda, foi no encontro de Poetas Del Mundo do Estado de São Paulo, quando do anúncio, por DD, do futuro encontro de Campo Grande. Prometi participação.
Um vez em Goiás, mesmo após ter-me inscrito para o encontro, titubeio. Penso em desistir, deixar de participar, até porque pouco ou quase nada tenho a contribuir. E não é de meu feitio ser apenas número, preenchimento de colunas da estatística.
Chego a anunciar minha quase não ida, mas dois nomes condicionam-me a não desistir: Vanda, cônsul dos Poetas del Mundo do Entorno de Campo Grande, a anfitriã do evento, e Delasnieve, a embaixadora dos Poetas del Mundo do Brasil, cuja ação e atuação, por si só, inspiram a arregaçar as mangas quem com ela convive.
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Bilhete no bolso, partida do ônibus anunciada para as 22h20.
Como já se estigmatizou que brasileiro deixa sempre algo de importância para a última hora, faço jus ao clichê.
Detalhes de malas e bagagem com providências de última hora, fica para trás o lanche preparado para a matula na viagem. Sei de antemão que a lanchonete da rodoviária, a essas alturas, deve estar fechada. Como não jantei, sem lanche vou passar fome.
Antes de Mato Grosso do Sul, passaremos por duas cidades (Itarumã e Itajá), cujas lanchonetes também estarão fechadas quando lá chegarmos, fato comum em cidade pequena do interior de Goiás. Expectativa de lanche só em Cassilândia, em Mato Grosso do Sul.
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À guisa de frasqueira de mão, a maleta-estojo do computador portátil (que, por força alienígena da colonização imperialista, se reconhece por notebook, literalmente livro ou caderno de anotações).
A mala de viagem eu a emprestei para Catarina Maria, a filha que fora passar o natal e a virada do ano com a sogra de minha filha Josy Ires.
Improviso como mala a sacola com rodas e, pelas ruas, arrasto-a por umas cinco quadras até a rodoviária.
Feliz a invenção de rodas em malas e sacolas.
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A aventura promete agito de adrenalina a partir do atraso do ônibus da linha Brasília-Campo Grande com escala em Caçu (ou Cassu?).
Aos primeiros minutos de atraso, compreensível tolerância, que se esvai à medida em que os ponteiros registram a ampliação do atraso.
Dez, vinte, trinta minutos e nada de ônibus. Passageiros que viajariam mais tarde, um após outro, embarcam-se e partem (embarcar não é entrar no barco?). Eu, com o bilhete no bolso, ainda a esperar. E a fome a aumentar.
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A agente do guichê do ônibus encoraja-me a me deslocar até meu escritório, onde esqueci o lanche preparado para a viagem. Se nesse ínterim chegar o ônibus ela o fará esperar por mim.
Chamo um mototaxista (mesmo não apreciando essa estrovenga de duas rodas), sento-me na garupa e zarpamos.
Já à porta do escritório, a desencorajadora lembrança: a chave havia ficado na mala, na rodoviária. E então, adeus lanche!
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De volta na mesma moto, algumas tentativas por alguns bares da cidade.
Talvez compre um pacote de bolachas, preferencialmente salgadas, porém, na falta desta, qualquer outra serve.
Um bar, outro bar, um terceiro... nada para se comer encontro em nenhum deles. E a fome a aumentar.
Decepção: que cidade é essa em que só se vende cachaça ou cerveja nessa hora da noite?
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De novo na rodoviária, a continuada espera. Os ponteiros denunciam mais de uma hora de atraso.
Passados uma hora e meia, eis que chaga o ônibus. Ufa!
Até que finalmente vejo-me de saída, com esperança de lanchar em Cassilândia.
Acomodo-me na poltrona 13, naquela hora já na sexta feira do dia 8 (e se fosse dia 13?).
Ajeito o protetor de pescoço para tentar dormir. Com isso tento tapear a fome.
Mas não durmo. Ficam para trás o rio Verdinho, Itarumã, o rio Corrente, Itajá. Tudo passa, menos a fome.
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O descortinar das luzes de Cassilândia mexe com o estômago. Como se diz na sinestesia, já percebo o cheiro e o sabor de iguarias que hão de me matar a fome. Salgados, sanduíches, bolachas, biscoitos, qualquer coisa.
Caso não tenha suco natural, sem problema. Agrada-me também guaraná e até água mineral recebo de bom grado. Qualquer coisa que me ajude no processo de ingestão. Porém, na falta de líquido, o lanche vem bem até mesmo seco. Não quero é essa gástrica fome.
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Passado o rio Aporé, eis que estamos em mato Grosso do Sul. Cassilândia dá-me boas vindas, pelo menos no monumento de concreto.
Na rodoviária, pouco movimento naquelas primeiras horas da madrugada. E a lanchonete? Estaria aberta?
Não está!
A fome nova engole a fome velha e as duas conflituam-se no estômago. Pergunto ao condutor do ônibus:
- Onde e quando vamos parar para um café?
- Lá pelas sete, na Lanchonete São Pedro. (Pelo fuso horário local, oito horas de Brasília, o horário de Goiás).
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Por fim, alguns cochilos e a noite já é só sombra na memória. À frente, o trevo. No banco de trás uma senhora com duas filhas.
Minutos após entrarmos na nova rodovia, eis que chegamos ao Posto São Pedro. Percebo que a fome foi tolerada, não morri. Estou vivo.
Na lanchonete do posto conheço a primeira palavra do coloquial sul matogrossense e desconhecida em Goiás. Peço um biscoito de queijo (aquele em forma de ferradura), a garçonete repete em forma de pergunta:
- O senhor quer uma chipa?
- Não. Quero um biscoito de queijo, desse aqui, oh! – indico com o dedo.
- Ah! Uma chipa!
Ainda que com palavras diferentes, percebo que falamos a mesma coisa. Consequência de um país de dimensão continental, com linguagem coloquial diferenciada embora uma só língua. Não temos dialetos como países até menores.
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Pego o biscoito e o como, qual príncipe no melhor de seus banquetes.
Um hora depois chegamos a Campo Grande e pergunto à minha colega de banco (uma evangélica batista, assim como eu):
- Campo Grande já tem rodoviária nova?
- Sim. Acho que vamos descer lá. Quando saí, antes do natal, embarquei na velha, mas a nova já deve ter sido inaugurada.
E, após uma olhadela pela janela do veículo, acrescenta:
- Até que finalmente Campo Grande tem um terminal à altura de sua grandeza. – Diz com ego enaltecido.
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No trajeto urbano passamos por um esqueleto de prédio, mais parecido uma ruína, Letícia – a passageiro ao meu lado - aponta com o dedo:
- Tá vendo aquilo ali?
Afirmo que sim, ela completa:
- É uma vergonha para Campo Grande. Seria uma rodoviária, mas por questiúnculas políticas não foi concluída. Isso faz muitos anos.
- Sei. – Digo sem muita convicção, sem pretender opinar sobre a política local. Mas confirmo que, de outra vez que viera a Campo Grande, já me havia sido informado do fato e mostrado o prédio abandonado. E isso já se transcorreram mais de cinco anos e as ruínas já estavam como estão.
- A nova é um luxo. Fica do outro lado da cidade, perto da Federal.
Pergunto o que é federal, ela explica:
- A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
Para decepção de Letícia, na avenida Afonso Pena o ônibus deixa a direção do novo terminal e se converge para a velha rodoviária. Mais tarde fico sabendo que ela se transformará em camelódromo, para desprazer do empresariado de hotelaria das proximidades do velho terminal.
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Letícia tem razão. O velho terminal não condiz com a nova realidade de Campo Grande.
O acesso aos guichês dos ônibus se faz por escadas de concreto, assim como também o acesso dos guichês à única plataforma de embarque, onde os ônibus enfileiram-se de forma indiana, um após o outro.
Sem local definido de embarque exige-se mais atenção dos passageiros, podendo oportunizar perca do ônibus pretendido.
Isso sou alertado por um dono de lanchonete que não esconde a alegria de ser um dos dois únicos do ramo selecionados para continuar com seu trabalho no novo terminal.
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Vale lembrar que acertado ficou desde a inscrição ao encontro que a anfitriã providenciaria que alguém me apanhasse na rodoviária e me levaria ao local do encontro. O horário previsto, entre sete e oito horas da manhã.
Com minha mente condicionada ao horário de Goiás angustia-me o fato de chegar com mais de uma hora de atraso. Estaria provocando grande desconforto para quem estivesse a me esperar.
Entretanto, eis que me lembro de que em Campo Grande o fuso horário é diferente do de Goiás. Na prática tudo se ajeitará, creio, menos por uma razão: eu não irei de imediato para o encontro e sim para a casa de dona Zenaide, mãe de meu genro Ravel, que lá se encontra com a esposa (minha filha Josy Ires) e meu casal de netinhos (Francisco e Anita) e minha filha caçula, Catarina Maria. Estão lá desde a véspera de natal.
Como a programação do encontro só deve começar ao meio dia, vou passar a manhã com minhas filhas e meus netos e, de troco, também com o genro Ravel.
Ravel é professor concursado da Universidade Estadual de Goiás. Nascido no Rio de Janeiro (filho de militar da Marinha), passou a infância na cidade portuária de Corumbá, foi jovem em Campo Grande (onde graduou-se em Letras), cursou mestrado na Unicamp e doutorou-se em teoria da literatura na USP. Iniciou carreira profissional em Goiás, onde casou-se com uma de suas alunas (filha deste escriba).
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Mas como ia dizendo, a coordenação do encontro me buscaria na rodoviária às oito horas. No dia anterior, à tarde e à noite, tentei ligar para Vanda. Em cada tentativa, caixa de mensagem. Nesta manhã nova tentativa, outra vez caixa de mensagem.
Mais tarde venho a saber que no acampamento não tem telefone fixo e celular ficam sem serviço. Só há comunicação telefônica na cidade.
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Ontem ficara acertado que Helena, irmã de meu genro, viria me pegar na rodoviária. Mas... quando? Eis de novo a questão de fusos horários.
A espera na rodoviária foi de uns 30 a 40 minutos, período de tentativa de ligação, para dispensar a condução de Vanda, evitando a perca de uma viagem.
O acampamento fica a cerca de 20 km da cidade e eu não gostaria de provocar desacerto ou constrangimento.
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Os ponteiros passam, ninguém chega. Olho para um lado, para outro, não aparece uma viv’alma. A senhora com as duas meninas que viajara atrás de mim também esperam que alguém venha buscá-las. Já telefonou, estão atrasando. Compartilhamos da sensação da espera, de olhos ligados na direção de chegada dos carros particulares. Ninguém chega.
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Por fim eis que alguém acena do outro lado do terminal em minha direção. Olho para os lados, as outras pessoas, indiferentes, permitem que imagine ser para mim.
Aponto com o dedo para mim, como se a perguntar: “sou eu?”, ela confirma do outro lado da plataforma de chegada dos ônibus para o embarque.
Pego a bagagem, atravesso a dupla plataforma, é Helena. O carro está a uns 50 metros.
Peço-lhe que me permita tentar telefonar para Vanda, a Bugra, nossa anfitriã no acampamento. Por sorte consigo, Bugra informa que seu marido, o Fernando, está a caminho, vem me buscar.
Esclareço a mudança de planos, desculpo-me pelo entrevero, acertamos que não passar das 14 horas, o horário da abertura oficial do evento.
Seguimos para a casa de dona Zenaide, no CoophaSul.
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Ao chegar ao portão, o assédio de Francisco, Chiquinho, ou Chico, o netinho que logo pula-me nos braços e me chama para brincar com ele.
- Vovô Faía, aqui!
Terminei os cumprimentos dos maiores e chegou a vez de Nitinha, a neta Anita. Pego-a nos braços e ela, que sempre festejava comigo, faz beicinho, ameaça um choro de quem estranha, de quem tem medo do desconhecido. Balbucio para ela as expressões de costume, ritmada, quase música:
- Tic, tic, tic.
- Tic, tic, tic.
- Tic, tic, tic. Tic, tic. Tic, tic.
Basta isso para ela reconhecer o avô e sorrir.
Basta também isso para provocar ciúmes em Francisco, que insiste para eu brincar com ele, montar quebra cabeça.
- Vovô Faía, aqui!
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Brinco com ele de “quebra cabeça”, depois vamos para a praça jogar bola na quadra. Ravel e eu jogamos mais que a criança, que se entretém com qualquer coisa.
Após o almoço Catarina e eu vamos ao supermercado onde há um terminal bancário. Sem dinheiro em espécie, retiro algumas cédulas para mim e um pouco também para ela.
De novo na casa de Dona Zenaide, Catarina entrega-me um presente com votos de feliz 2010. Uma caneca térmica “para usar no escritório”, ela diz.
Passa rápido o tempo e começa a chover. A chuva chama-me a atenção para um problema: como ir para o encontro? Sei de um ônibus, mas... onde fica o ponto? Perto de onde estou? Ou do outro lado da cidade?
Ravel conecta-se na internet, descobre que a saída é por essas bandas. Bandas do Rochedo, 35 km. Mas... em que ponto pegar o ônibus?
Por sorte o telefone de Vanda atendeu e veio a confirmação:
- Pegar a VAN às 15 h, no ponto do Goró, na rodovia MS-105, saída para Rochedo. Descer na ponte do Ceroula, na venda de Dona Maria.
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Eis novo problema: como deslocar-me até a rodovia e o ponto referido? Dependo de carro e não quero incomodar Helena, que já teve o trabalho de buscar-me da rodoviária. Também do acampamento não tenho socorro, pois falta condições até de telefonar. Lá estão isolados.
O jeito é apelar para Helena.
E ela, mais uma vez, demonstra-se solícita.
A hora se aproxima, a chuva não para, temos que ir assim mesmo. Catarina vai conosco. A chuva aumenta.
No caminho, paramos em um posto de combustível, pedimos detalhes sobre tal ponto do Goró.
Goró, para nós, tratava-se de um bar, termo associado a excessiva prática da bebida. Tomar um goro, encher a cara, beber todas.
Mas não é. Coró é o nome, e não Goró.
Chegamos com muita chuva.
Dificuldades para descer do carro sem molhar ou para molhar menos. Um senhor cujo nome não sei, coloca-se prestativo, quer me ajudar. E ajuda. Pela janela do carro pega minha mala (sacola) e a coloca em uma mesa. Desço em seguida, molho um pouco, mas feliz por chegar antes da VAN.
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Nova espera, desta feita, pela VAN. Conversa vai, conversa vem, quero saber o porquê do nome Ponte do Ceroula, ninguém sabe explicar.
- Desde sempre foi assim, a gente não teve a curiosidade de perguntar porque.
Aparento entender e aceitar as respostas, mas continuo intrigado. Esse nome deve trazer implícita ou explicita uma boa história.
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Agora quero saber sobre a distância da Ponte do Ceroula e as informações vêm desencontradas: para um, 10km; outro diz 15. Ante as manifestações feitas a distância varia de dez a 50 km.
A desinformação me incomoda, se for 50km e a VAN atrasar, vou perder a solenidade de abertura. Eu, que sai de Goiás e, depois de rodar por durante 9 horas de ônibus, chegar atrasado, não está escrito. É pra acabar com pequis de Goiás. (Ou de Mato Grosso do Sul? Será que por aqui se aprecia pequi?)
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Passa um ônibus, outro, vários. Finalmente chega a VAN com destino ao Rochedo. A metade das pessoas do ponto corre para a porta da VAN. Eu também. A outra metade fica, vai no ônibus, o destino é outro.
Procuro o motorista, desaponta-me a resposta: a VAN está lotada.
Insisto, o motorista enfatiza a resposta:
- Sem chance. – E justifica:
- Se a fiscalização me pegar, tô frito. Daqui a uns 20 ou 30 minutos vem o ônibus, o senhor pega ele.
Volto para debaixo do abrigo do Ponto do Coró, sem caber em mim de tanta indignação.
Cacete! Nadar, nadar, e morrer na praia.
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Sem perspectivas volta o olhar para a VAN. Vejo alguém entrando. Reanimo-me e volto ao motorista. E mais uma vez ele descarta:
- Já disse para o senhor que não posso levar. Mas fala como ele ali, oh! (Aponta para um moço no chão, junto à aporta). O que ele decidir tá decidido. O problema é dele.
Passo para o outro lado da VAN, falo com o dito, que me parece cobrador, ele repete a fala do motorista. Eu insisto, recito meu drama:
- Vim de Goiás para um encontro no Acampamento da Bugra, encontro de escritores, o senhor sabe, né?! Estou representando meu estado, o ônibus pode atrasar e eu não posso perder o início dos trabalhos.
Ele me aponta para o interior da VAN e diz:
- O senhor tá vendo? Não tem lugar. Essas pessoas que tão entrando vão em pé.
Acende-me a esperança e digo logo:
- Sem problema. Eu também vou em pé. Eu não posso é perder o encontro.
Ele pega a mala-sacola, coloca-a na carretinha a reboque da VAN, eu entro com a maleta do notebook
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No interior da VAN, sem dirigir a palavra a alguém em especial, digo a quem queira me ouvir: peço que não me deixem perder o ponto de descida.
“Sim senhor”, diz um; “pó dexá”, afirma outro; “tá certo”, ouço de uma senhora. Todos de minha proximidade apresentam-se solidários, quem nada diz meneia a cabeça em sinal de consentimento ou aprovação.
Pergunto se o acampamento fica perto da ponte, novos desencontros de informação. E as distâncias informadas variam de 300 a 500 metros.
Receio chegar com chuva, caminhar aquela distância a pé, a bagagem na caminhada sempre pesa mais e mais, vou perder a abertura do encontro.
Mas que tudo seja como Deus quiser. Nas mãos dele entrego meu destino.
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Passa a chuva, o Sol brilha.
Entre os passageiros, alguns alertam-me:
- Tá chegando. A venda fica logo ali, na virada da estradinha, logo depois da ponte.
Passa a ponte, desço uns 20 metros à frente.
Olho para os lados, diviso uma estradinha à direita mas não vejo a venda. Enquanto o moço da VAN retira minha sacola da carretinha pergunto-lhe pela venda. Ele levanta o queixo para a frente e aponta:
- Tá logo ali, oh!, na curva da estrada.
Agradeço-lhe, ponho seguidamente um pé na frente do outro e inicio a caminhada.
Os pingos de chuva recomeçam a cair, talvez apenas um chuvisqueiro. Ou estarão a profetizar outro toró? Pelas nuvens no céu tudo pode se esperar.
Caminho com mais pressa e já avisto a venda, uma casa humilde tentando se esconder na beira do córrego do Ceroula, atrás da vegetação ciliar.
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Ao chegar percebo alguns homens a discutir sentados em torno de uma mesa de aço (seria aço ou outro metal?) São quatro.
- Boa tarde, senhores!
Digo em alto e bom som, com voz em timbre mais alto que o dos contendores, enquanto deposito minha bagagem sobre outra mesa ao lado e em uma cadeira também de aço, dessas de abrir e fechar. Em Goiás, cadeira comum em boteco e festa filantrópica, beneficente.
Pergunto quem é o proprietário, um deles se apresenta, e indago se o Acampamento da Bugra é ali perto. Ele confirma: “fica a uns 50 metro, talveiz menos”.
Um deles pergunta-me se sou advogado (talvez porque estou com paletó), ao que eu confirmo e ele diz:
- Nós também!
Sem querer prejulgar duvido da afirmação de ser algum deles advogado, mas não polemizo. Agradeço pela informação sobre o acampamento e o que se apresentou como proprietário chama um jovem, cujo nome não memorizei:
- Ajuda ele!
Imagino tratar-se de filho do gentil senhor. Talvez tivesse se sensibilizado ao ver que carrego essa deficiência física no braço, fruto de estripulia de quando garoto.
Enquanto tento colocar a sacola às costas, feito mochila, referido senhor reitera para o jovem que aparenta despedir-se da adolescência:
- Disse pra você ajudá ele com a mala! Leva ela pra ele até o acampamento!
Dispenso a ajuda, digo que não precisa, ele ajudar-me a colocá-la às costas é suficiente. E ele o faz.
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O Acampamento
Saio da venda e, poucos metros adiante, vislumbro a primeira faixa. Ao me aproximar leio que Dom Fernando dá as boas vindas aos Poetas del Mundo ao Acampamento da Bugra.
Dom Fernando?! Indago a mim próprio sabendo que a resposta só terei no momento oportuno. Será que o Acampamento tem algo a ver com o bispo da capital? É ele, o bispo, também poeta del mundo e está a abençoar o encontro e os encontristas?
A aproximação do acampamento tira-me desse pensar e me coloca por inteiro na nova realidade.
Mais alguns passos, descortino melhor o ambiente, palco de momentos que hão de se tornar memoráveis.
Passo por um prédio fechado (que depois soube tratar de meu alojamento e de mais alguns poetas).
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À frente chama-me a atenção um amplo galpão, onde uma simpatia de senhora dá-me as boas vindas, em nome de Vanda, que no momento encontra-se em uma diligência. Daí não estar ali para me receber, o que ela gostaria muito.
Apresentações feitas, ela se me apresenta como Nena, será a coordenadora do Seminário de Sinestesia.
Desperta-me a curiosidade a forma como Nena chama o fotógrafo para nos fotografar: “Papai”.
Pela idade aparente dos dois, impossível que ele seja pai dela. Mais tarde tudo se esclarece. O tratamento vem de quando nasceu o primeiro filho do casal e tornou-se costume ela chamá-lo de pai ou papai. Esse tratamento, segundo sou informado, é costume entre os gaúchos.
E ele agora é matucho (gaúcho sulmatogrossense). Diz Nena, em tom de brincadeira.
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Um descamisado e havaianas nos pés me é apresentado como Dom Fernando, esposo de Bugra. (Desfaz-se neste instante a dúvida da chegada).
Pouco à frente, uma mesa adornada com galhos verdes de mangueira encimada por uma onça pintada (empalhada) e, debaixo da mesa, uma sucuri também adornada com folhas verdes. Os dois animais, espécimes da fauna da região, dão o tom do temário do encontro: Grito da Terra, Preservar Para Viver.
Na sequência me é apresentado o Rê, artista da terra, compositor e intérprete musical, de nome artístico Reginaldo Sans.
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Outras apresentações feitas: Sônia Medeiros, a “Soninha de Búzios”; Zélia Balbina, a “Zélia de Niterói”; Elaine Mello, a “Elaine de Rio das Ostras”, todas do Estado do Rio de Janeiro. Elas chegaram dois dias antes.
Logo depois chega Olga Fonseca, de Londrina, no Paraná e, à noite, Sabrina Carvalho, da capital paulista. Sabrina, atriz de teatro, também bailarina e cantora. Com ela veio o namorado Diego Adrianne, também músico de Campo Grande.
O dia a dia no acampamento conta ainda com Delasnieve Daspet e seu esposo também escritor, Nelson Vieira, além deste escriba do Cassu de Goiás.
A receptividade e o ambiente-palco do encontro trazem-me arrependimento por ter pensado em dele desistir.
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O que à primeira vista parece-me ponto negativo do encontro, a pequena quantidade de participantes, no decorrer evento converte-se em aspecto positivo, visto que oportuniza a integração do grupo e maior aprofundamento das discussões.
A essas alturas já me dou por recompensados os contratempos de véspera e convenço-me de que muito mais verei para meu deleite e aprimoramento artístico, literário e humano.
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Da programação
Após o credenciamento dos participantes e o que se denominou de “café da roça”, a partir das 17h acontece a terapia do abraço, liderada por Vanda Ferreira, seguindo-se a primeira etapa do seminário de sinestesia com doses de criatividade e experimentação.
Como facilitadora, a poeta Nena do Papai (Sarti).
No Teatro de Arena, junto ao bambuzal à beira do Córrego do Ceroula, dá-se a abertura oficial do evento pela embaixadora dos Poetas del Mundo do Brasil, Delasnieve Daspete que, na intimidade, passa a ser apenas DD.
DD, também embaixadora da Paz do Brasil junto ao Universal Ambassador Peace Circele, faz a apresentação nominal de cada participante, cumprimenta-os nominalmente e agradece pelo trabalho de cada um.
À noite Sabrina agita a emoção de todos com uma performance no teatro de arena.
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De volta ao Galpão acontece o Sarau Literomusical, em nome da Paz, onde e quando acontecem declamações, recitações, interpretação de canções provocativas da saudade de tempos do século passado.
Entre os convidados, outro artística do mundo musical e outros escritores de Campo Grande, inclusive da União Brasileira de Escritores do Estado.
Ainda que o tema oficial do sarau seja amor, as ecléticas peças apresentadas versam sobre temas vários, inclusive de denúncia social.
Com o sarau quebra-se pela primeira vez o protocolo, pois a previsão de toque de silêncio às 23 horas é ignorada, ficando um grupo no galpão cantando, dançando e papeando até cerca de três da madrugada.
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O pouco dormir de alguns não tira o ânimo dos participantes que, na manhã de sábado, logo após o “tira-jejum” no restaurante, partimos em caminhada pelas trilhas na beira do rio Ceroula, todos a contemplar a exuberância da natureza.
Quanto ao rio, o alerta: está interditado em virtude das chuvas, com o volume d’água acima do normal pode ocasionar acidente e isso não interessa a ninguém. Os banhos, portanto, ficam restritos aos chuveiros dos alojamentos.
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Após o passeio livre tem continuidade o Seminário de sinestesia e literatura, com uma parada junto ao bambuzal, que se oferece como motivo de observação e reflexão.
Os participantes recordam ou aprendem os sentidos do ser humano, entre eles visão, tato, olfato, paladar, audição, extrapolação e criação, todos eles pontos fundamentais para a criação poética.
Os estudos são mediante contatos diretos com o ar puro do ambiente, com folha e flores encontradas à beira das trilhas e pequenos animais como borboleta e gafanhoto, além de um ou outro mosquito a beijar coçantemente braços e pernas de poetas e poetas del mundo.
No bosque a atenção maior volta-se para o bambuzal, com analogias enriquecedoras dos participantes, a culminar com textos e frases criativas dos presentes.
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Na arena não falta tempo livre para manifestação de quem tenha interesse. E é aqui que acontece a última etapa do seminário, a partir das 15 horas deste sábado.
Tudo acontece na medida certa, exceto as refeições, quatro por dia, que, por certo, há de provocar alguma briga com as balanças.
No galpão, nos tempos livres da tarde, ao som de musicas ao vivo ou instrumental eletrônico, até uns passos de dança são ensaiados por um ou outro par que não se contém em apenas ouvir.
À atriz Sabrina Carvalho cabe capítulos especiais no encontro: performances diversas, espetáculos teatrais, show de pirofagia e demonstração da estátua viva a encarnar um arcanjo. Em todas suas apresentações Sabrina desperta atenção e curiosidade, privilegiando poses para fotos especiais a quem interesse apresenta.
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À noite novo Sarau e outra vez o protocolo é ignorado, com algumas pessoas buscando a alta madrugada, cantando, declamando, batendo papo.
Domingo, último dia do encontro. Entre outras atividades, sugestões para o manifesto do encontro, depoimento final de cada participante e o pronunciamento da embaixadora Delasnieve.
A extroversão da oradora transforma temas sérios e sisudos em amenidade, um quase bate-papo. Informações, apresentação do calendário de eventos dos Poetas del Mundo, com destaque para o Festival Américxa do Sul , a se realizar em Corumbá, promovido pelo Governo do Estado, quando Poetas del Mundo terá participação especial e presença de nomes internacionalmente reconhecidos.
DD reporta sobre outros encontros programados para 2010, a exemplo dos de Paris (França), Florianópolis, Blumenau, Porto de Galinhas e Goiás, além do Chile, entre outros.
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A embaixadora chama a atenção também para a institucionalização do Movimento Poetas Del Mundo, presente em 119 países dos cinco continentes, com mais de 6 mil associados, dos quais mais de 2 mil no Brasil.
A institucionalização do movimento converge para a criação da Academia Internacional de Poetas del Mundo, com unidade gestora em cada país, cujo nome passa a integrar o título da entidade literária.
Delasnieve ressalta que Movimento Poetas Del Mundo não se destinam a apenas poetas, mas também a prosadores.
Os limites de idade para se tornar associado são relativos, passando o movimento a contar com duas categorias distintas:
- a dos titulares de capacidade jurídica, ou seja, os de maioridade legal;
- e a dos adolescentes e crianças, uma vez que necessário se faz investir também no futuro.
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Com a institucionalização do Movimento e criação da Academia Internacional de Poetas del Mundo, uma diretoria será formada em cada país.
Delasnieve anunciou que, para a diretoria nacional do Brasil a novel entidade já tem alguns nomes: Zélia, do estado do Rio de Janeiro, e este escriba, de Goiás.
Na oportunidade já foram formalizados os dois convites, que foram aceitos, devendo a diretoria ser completada e empossada possivelmente no Festival América do Sul, em Corumbá-MS, em meados do ano em curso.
O poeta de Goiás ocupará o cargo de Secretário e a carioca vai responder pelo setor de elaboração de projetos, área de sua especialidade.
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O I Encontro dos Poetas Del Mundo do Entorno de Campo Grande encerra-se oficialmente com a entrega de certificados do evento e do seminário de sinestesia.
A partir de então já se começa a apertar no peito a saudade e a esperança pela participação do próximo evento dos afeiçoados na apreciação e prática da maior arma da humanidade, a palavra, cujo uso em sua intensidade e significação positivas há de contribuir sobremaneira para a universalização da paz entre os humanos e seu habitat.
José Faria Nunes
Cônsul para o Estado de Goiás
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=1812
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de Poetas Del Mundo,
Faria,
GO,
vanda ferreira
divulgação do Acampamento dos Poetas del Mundo
http://www.portalraj.com/Noticias/poetas_del_mundo/poetas1.htm
sábado, 16 de janeiro de 2010
O grito da terra – preservar para viver, 1º acampamento de Poetas Del Mundo
O GRITO DA TERRA PRESERVAR PARA VIVER
1º Acampamento de Poetas Del Mundo
Consulado de Poetas Del Mundo em Torno Rural de Campo Grande
Rodovia MS 80, km 15 - Campo Grande – Mato Grosso do Sul – Brasil
O grito da terra – preservar para viver, 1º acampamento de Poetas Del Mundo, realizado no Camping do Café da Bugra, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil, no período de 08 a 10 de janeiro de 2010, obteve êxito em todos os objetivos propostos na programação e agradou aos presentes.
Os trabalhos foram iniciados às 16hs00min do dia 08, com terapia do abraço seguida do Café-da-roça. Após o lanche foi realizado passeio em trilha ecológica, à beira do córrego, onde houve contemplação do ambiente até o local reservado para abertura do seminário Sinestesia e Literatura, cujas facilitadoras foram Vanda Ferreira e Nena Sarti. Lá, sentados em bancos feitos de pranchas de madeiras sobre tocos de velhos ingazeiros que foram derrubados por ventania em 2009, os poetas realizaram estudos sobre sinestesia.
Neste mesmo dia, sexta-feira, às 19hs30min, reuniram-se no teatro de arena, para a solenidade oficial de abertura do acampamento, onde a Cônsul Vanda Ferreira proferiu agradecimentos e as boas-vindas, passando a palavra para a embaixadora de Poetas Del Mundo para as Américas e Secretária-Geral, Delasnieve Daspet , que dirigiu os trabalhos.
Na solenidade de abertura do acampamento, foi oficializado a instalação do Consulado de Poetas Del Mundo em Torno Rural de Campo Grande. Também foram feitas respeitosas referências individualizadas aos poetas presentes e entregas de boton para Ainda Domingos, cônsul de Campo Grande, Maria Helena Sarti, cônsul da Região do Embiruçu de Campo Grande, e para o músico sul-mato-grossense Reginaldo Sans.
Após o jantar, todos se reuniram no Galpão para realização do Sarau Em Nome da PAZ, com musical de Reginaldo Sans. Nesta noite o Galpão recebeu uma mesa de flores e frutas. Às 23hs foi servido Caldo de Mandioca.
No dia 09, sábado, após o tira-jejum, realizou-se mais uma vez a trilha e todos foram para a arena onde foi dado prosseguimento ao seminário, cuja facilitadora foi Nena Sarti. Antes do almoço foi realizada roda de prosa no Galpão com musical de Reginaldo Sans.
No período da tarde foi realizado um passeio pelo camping, com pausa em um pé adulto de Bacuri. Também foi realizada leitura de faixas mensageiras até o encontro na arena, para encerramento do seminário .
Com chave de ouro, o seminário Sinestesia e Literatura, foi fechado com a performance do livro “No reino do arco-íris” de Vanda Ferreira, espetáculo da atriz Sabrina Carvalho/SP, acompanhada do músico Diego Adrianne/MS, ao violão.
Em seguida , no alpendre do restaurante, houve descontraída roda-de-berrante com Dom Fernando e servido o Café-da-roça.
Na noite do sábado, dia 09, foi realizado turismo gastronômico da cultura local. Após o jantar houve espetáculo de pirofagia no gramado, em frente ao restaurante, com Sabrina Carvalho (fogo) e Diego Adrianne (percussão). Após o show de Sabrina Carvalho e Diego Adrianne, houve o sarau “Encontro Pantaneiro” no Galpão, com roda de prosa, entrevista, poesia, música e dança.
Durante o sarau “Encontro Pantaneiro”, a cônsul Sonia Medeiros Imamura-Buzios, realizou sorteio de brindes. Foi oferecido, pela fazenda, roda de cachaça aromatizada com Guavira (fruta nativa do cerrado), licores artesanais (de Jenipapo, Guavira e Pequi) e às 23hs foi servido o “Caldo de Piranha”, simbolizando parcialmente a cultura pantaneira.
E, então, chegou o domingo... Pela manhã, foi realizada roda de prosa no Galpão, e passeio a pé pelo gramado. Na base do coreto, no Bosque da Bugra, Nena Sarte abriu o sarau “O grito da terra”. Após a atividade no “coreto”, houve encontro na arena onde a atriz Sabrina Carvalho e o músico Diego Adrianne, apresentaram a performance de “Cegue o seco” de Marisa Monte.
Após o almoço, prosseguimos em roda de prosa no Galpão. A leitura do Manifesto Universal de Poetas Del Mundo, foi feita pela embaixadora Delasnieve Daspet para embasar a elaboração do Manifesto do acampamento. A chave de encerramento da roda de prosa foi a palestra “Pé de Luxo” da Cônsul Vanda Ferreira. Também foi feita uma pequena avaliação sobre o evento e local. Em seguida realizamos a entrega de certificados e fomos para o Café-da-roça. No alpendre do restaurante bela surpresa: Sabrina Carvalho fazia estátua viva de “arcanjo”, último ato do evento.
CONSIDERAÇÕES
O retiro proporcionou inusitadas experiências por meio das atividades ao ar livre e intimo contato com o ambiente natural, cujas experiências contribuíram, generosamente, para com o comprometimento individualizado de Poetas Del Mundo no processo Da política para a preservação ambiental, bem como agregou parcela de elevado amor e respeito pela natureza, e considerações do Manifesto Universal de Poetas Del Mundo para “calçar” a elaboração do Manifesto do acampamento.
O período do ano proporcionou emoções exclusivas diante da exuberância da mata, acasalamento de passarinhos, o córrego em abundância de água turva, o extenso gramado verde, o frescor da chuva, o cantar de rãs, sapos, pererecas, cigarras, passarinhos.
Foram realizados três saraus, um seminário, exposição permanente de banners do IBAMA, exposição permanente de faixas mensageiras, exibição de uma onça Pintada e uma Sucuri, ambos empalhados, uma entrevista com Sabrina Carvalho, uma palestra com Vanda Ferreira, dois espetáculos com Nena Sarti, quatro espetáculos com Sabrina Carvalho e Diego Adrianne, musical com Reginaldo Sans, rodas de prosa, trilhas ecológicas, divulgação do consulado de Buzios/RJ, divulgação do Consulado de Cassu/GO, divulgação do Consulado de Rio das Ostras/RJ, divulgação do Consulado de Niteroi/RJ, entrega de botons, reunião com Delasnieve Daspet, Embaixadora de Poetas Del Mundo e Secretária-Geral para as Américas, e uma reunião específica para tratar da elaboração do Manifesto do acampamento.
O Consulado de Poetas Del Mundo em Torno Rural de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil, registrou movimento de 53 pessoas durante o período, entre acampados e visitantes, artistas e simpatizantes.
APOIO:
O seminário “Sinestesia e Literatura” foi realizado com apoio da:
Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande – FUNDAC cujas facilitadoras foram: Nena Sarti e Vanda Ferreira.
“O Grito da terra – preservar para viver”, 1º acampamento de Poetas Del Mundo, recebeu apoio de:
Embaixada Brasileira de Poetas Del Mundo
Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul - FCMS
IBAMA/MS
Jornal O Estado de Mato Grosso do Sul
E dos acampados:
Sonia Medeiros Imamura – Buzios/RJ
Elaine Mello – Rio das Ostras/RJ
Nelson Vieira – Campo Grande-MS
José Faria Nunes – Cassu/GO
Zelia Balbina – Niteroi/RJ
Olga Fonseca – Londrina/PR
Ainda M. Domingos – Campo Grande/MS
Reginaldo Sans – Campo Grande/MS
Maria Helena Sarti – Campo Grande/MS
Delasnieve Daspet – Campo Grande/MS
Sabrina Carvalho – São Paulo/SP
Diego Adrianne – Campo Grande/MS
Santo Sarti – Campo Grande/MS
Fernando Barbosa Nogueira – Campo Grande/MS
1º Acampamento de Poetas Del Mundo
Consulado de Poetas Del Mundo em Torno Rural de Campo Grande
Rodovia MS 80, km 15 - Campo Grande – Mato Grosso do Sul – Brasil
O grito da terra – preservar para viver, 1º acampamento de Poetas Del Mundo, realizado no Camping do Café da Bugra, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil, no período de 08 a 10 de janeiro de 2010, obteve êxito em todos os objetivos propostos na programação e agradou aos presentes.
Os trabalhos foram iniciados às 16hs00min do dia 08, com terapia do abraço seguida do Café-da-roça. Após o lanche foi realizado passeio em trilha ecológica, à beira do córrego, onde houve contemplação do ambiente até o local reservado para abertura do seminário Sinestesia e Literatura, cujas facilitadoras foram Vanda Ferreira e Nena Sarti. Lá, sentados em bancos feitos de pranchas de madeiras sobre tocos de velhos ingazeiros que foram derrubados por ventania em 2009, os poetas realizaram estudos sobre sinestesia.
Neste mesmo dia, sexta-feira, às 19hs30min, reuniram-se no teatro de arena, para a solenidade oficial de abertura do acampamento, onde a Cônsul Vanda Ferreira proferiu agradecimentos e as boas-vindas, passando a palavra para a embaixadora de Poetas Del Mundo para as Américas e Secretária-Geral, Delasnieve Daspet , que dirigiu os trabalhos.
Na solenidade de abertura do acampamento, foi oficializado a instalação do Consulado de Poetas Del Mundo em Torno Rural de Campo Grande. Também foram feitas respeitosas referências individualizadas aos poetas presentes e entregas de boton para Ainda Domingos, cônsul de Campo Grande, Maria Helena Sarti, cônsul da Região do Embiruçu de Campo Grande, e para o músico sul-mato-grossense Reginaldo Sans.
Após o jantar, todos se reuniram no Galpão para realização do Sarau Em Nome da PAZ, com musical de Reginaldo Sans. Nesta noite o Galpão recebeu uma mesa de flores e frutas. Às 23hs foi servido Caldo de Mandioca.
No dia 09, sábado, após o tira-jejum, realizou-se mais uma vez a trilha e todos foram para a arena onde foi dado prosseguimento ao seminário, cuja facilitadora foi Nena Sarti. Antes do almoço foi realizada roda de prosa no Galpão com musical de Reginaldo Sans.
No período da tarde foi realizado um passeio pelo camping, com pausa em um pé adulto de Bacuri. Também foi realizada leitura de faixas mensageiras até o encontro na arena, para encerramento do seminário .
Com chave de ouro, o seminário Sinestesia e Literatura, foi fechado com a performance do livro “No reino do arco-íris” de Vanda Ferreira, espetáculo da atriz Sabrina Carvalho/SP, acompanhada do músico Diego Adrianne/MS, ao violão.
Em seguida , no alpendre do restaurante, houve descontraída roda-de-berrante com Dom Fernando e servido o Café-da-roça.
Na noite do sábado, dia 09, foi realizado turismo gastronômico da cultura local. Após o jantar houve espetáculo de pirofagia no gramado, em frente ao restaurante, com Sabrina Carvalho (fogo) e Diego Adrianne (percussão). Após o show de Sabrina Carvalho e Diego Adrianne, houve o sarau “Encontro Pantaneiro” no Galpão, com roda de prosa, entrevista, poesia, música e dança.
Durante o sarau “Encontro Pantaneiro”, a cônsul Sonia Medeiros Imamura-Buzios, realizou sorteio de brindes. Foi oferecido, pela fazenda, roda de cachaça aromatizada com Guavira (fruta nativa do cerrado), licores artesanais (de Jenipapo, Guavira e Pequi) e às 23hs foi servido o “Caldo de Piranha”, simbolizando parcialmente a cultura pantaneira.
E, então, chegou o domingo... Pela manhã, foi realizada roda de prosa no Galpão, e passeio a pé pelo gramado. Na base do coreto, no Bosque da Bugra, Nena Sarte abriu o sarau “O grito da terra”. Após a atividade no “coreto”, houve encontro na arena onde a atriz Sabrina Carvalho e o músico Diego Adrianne, apresentaram a performance de “Cegue o seco” de Marisa Monte.
Após o almoço, prosseguimos em roda de prosa no Galpão. A leitura do Manifesto Universal de Poetas Del Mundo, foi feita pela embaixadora Delasnieve Daspet para embasar a elaboração do Manifesto do acampamento. A chave de encerramento da roda de prosa foi a palestra “Pé de Luxo” da Cônsul Vanda Ferreira. Também foi feita uma pequena avaliação sobre o evento e local. Em seguida realizamos a entrega de certificados e fomos para o Café-da-roça. No alpendre do restaurante bela surpresa: Sabrina Carvalho fazia estátua viva de “arcanjo”, último ato do evento.
CONSIDERAÇÕES
O retiro proporcionou inusitadas experiências por meio das atividades ao ar livre e intimo contato com o ambiente natural, cujas experiências contribuíram, generosamente, para com o comprometimento individualizado de Poetas Del Mundo no processo Da política para a preservação ambiental, bem como agregou parcela de elevado amor e respeito pela natureza, e considerações do Manifesto Universal de Poetas Del Mundo para “calçar” a elaboração do Manifesto do acampamento.
O período do ano proporcionou emoções exclusivas diante da exuberância da mata, acasalamento de passarinhos, o córrego em abundância de água turva, o extenso gramado verde, o frescor da chuva, o cantar de rãs, sapos, pererecas, cigarras, passarinhos.
Foram realizados três saraus, um seminário, exposição permanente de banners do IBAMA, exposição permanente de faixas mensageiras, exibição de uma onça Pintada e uma Sucuri, ambos empalhados, uma entrevista com Sabrina Carvalho, uma palestra com Vanda Ferreira, dois espetáculos com Nena Sarti, quatro espetáculos com Sabrina Carvalho e Diego Adrianne, musical com Reginaldo Sans, rodas de prosa, trilhas ecológicas, divulgação do consulado de Buzios/RJ, divulgação do Consulado de Cassu/GO, divulgação do Consulado de Rio das Ostras/RJ, divulgação do Consulado de Niteroi/RJ, entrega de botons, reunião com Delasnieve Daspet, Embaixadora de Poetas Del Mundo e Secretária-Geral para as Américas, e uma reunião específica para tratar da elaboração do Manifesto do acampamento.
O Consulado de Poetas Del Mundo em Torno Rural de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil, registrou movimento de 53 pessoas durante o período, entre acampados e visitantes, artistas e simpatizantes.
APOIO:
O seminário “Sinestesia e Literatura” foi realizado com apoio da:
Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande – FUNDAC cujas facilitadoras foram: Nena Sarti e Vanda Ferreira.
“O Grito da terra – preservar para viver”, 1º acampamento de Poetas Del Mundo, recebeu apoio de:
Embaixada Brasileira de Poetas Del Mundo
Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul - FCMS
IBAMA/MS
Jornal O Estado de Mato Grosso do Sul
E dos acampados:
Sonia Medeiros Imamura – Buzios/RJ
Elaine Mello – Rio das Ostras/RJ
Nelson Vieira – Campo Grande-MS
José Faria Nunes – Cassu/GO
Zelia Balbina – Niteroi/RJ
Olga Fonseca – Londrina/PR
Ainda M. Domingos – Campo Grande/MS
Reginaldo Sans – Campo Grande/MS
Maria Helena Sarti – Campo Grande/MS
Delasnieve Daspet – Campo Grande/MS
Sabrina Carvalho – São Paulo/SP
Diego Adrianne – Campo Grande/MS
Santo Sarti – Campo Grande/MS
Fernando Barbosa Nogueira – Campo Grande/MS
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Acampamento Poetas del Mundo
solenidade de abertura na arena do camping
Aida Domingos, Delasnieve Daspet, Nena Sarti, eu e Reginaldo Sans
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
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